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- O Brilho dos Grande Ouro
Degustando os Espumantes Campeões A noite de 27 de outubro foi especial para a ABS-RS — um momento de celebração e reconhecimento dos espumantes que conquistaram a medalha Grande Ouro no 14º Concurso Brasileiro de Espumantes , promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE) em setembro. Receber uma Grande Medalha de Ouro é alcançar a excelência: trata-se de uma distinção concedida a vinhos que atingem nota superior a 94 pontos na média das avaliações feitas por um júri composto por enólogos, sommeliers e profissionais do setor . A análise segue rigorosamente a ficha técnica da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho) , avaliando aspectos visuais, olfativos e gustativos. Um cenário à altura A degustação dos espumantes Grande Ouro , promovida pela ABS-RS e conduzida pela presidente Caroline Dani , aconteceu no Baco Wine Heaven , novo complexo enoturístico que promete valorizar ainda mais o Vale dos Vinhedos . O evento contou com a parceria de Diogo Giacomello , proprietário e futuro sommelier, e Sílvia Pessali , também aluna da ABS-RS, responsável pela coordenação da gastronomia e do serviço. Caroline Dani presidente da ABS-RS, responsável pela condução da degustação A experiência taça a taça A noite foi marcada por uma verdadeira viagem sensorial, reunindo espumantes de diferentes regiões e estilos. Abrimos a degustação com dois Nature : Pizzato Espumante Branco Nature , apresentado pelo enólogo Daniel De Paris , um espumante complexo com mais de 40 meses de contato com as leveduras , revelando notas marcantes de autólise. Em seguida, o Quinta da Neve Espumante Nature Blanc de Blanc , apresentado pela enóloga Betina de Bem , um 100% Chardonnay, da serra catarinense, que fica em torno de dois anos de contato com as lias, trazendo o frescor e a elegância típicos de região de altitude. Na sequência, dois Extra Brut : Berkano Espumante Extra-Brut 2023 , apresentado pelo enólogo Felipe Abarzua , o produto traz a elegância do Chardonnay e a potência do Pinot Noir , com notas importantes de autólise, preserva o frescor das frutas, um clássico da Serra Gaúcha. Don Guerino Cuvée Espumante Extra-Brut Branco , elaborado pelo método Charmat longo , com 18 meses de autólise em tanque , mostrando equilíbrio e delicadeza. A Vinícola Valmarino , que conquistou três Grandes Ouros no concurso, apresentou dois de seus premiados, apresentados pela sommelier Marcieli Saldanha . Valmarino & Churchill Espumante Extra-Brut 2023 , com vinho base com passagem por carvalho americano , trazendo sabores de fruta madura e autólise, que se misturam com notas da madeira, coco e baunilha. Valmarino Espumante Blanc de Blanc Brut D.O. Altos de Pinto Bandeira 2021 , 100% Chardonnay, com selo da Denominação de Origem Altos de Pinto Bandeira , um produto com notas de levedura, autólise e panificação, entretanto, com muito frescor e fruta madura no seu perfil. Entre os Brut , destacaram-se: NOVA Espumante Brut Branco 2023 da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, apresentado pelo enólogo André Gasperin , com uvas Chardonnay, da Campanha Gaúcha , com 12 meses de autólise, traz uma evolução surpreendente, com notas de panificação, de levedura e fruta madura, cor intensa em tons dourados. Abreu Garcia Festividad Espumante Brut Branco 2022 , 100% Chardonnay, de Santa Catarina , apresentado pelo enólogo Leonardo Ferrari , elaborado pelo método tradicional, traz frescor na sua composição, com fruta madura, flores e já algumas notas de panificação, surpreendendo pelo frescor, a leveza e a elegância. Pizzato Espumante Brut Branco 2023 , elaborado pelo método tradicional , com 20 meses de autólise, apresenta ainda frescor, muita fruta, com destaque para o equilíbrio exemplar entre acidez e complexidade, surpreendendo pela persistência em boca. Venz Espumante Brut Branco 2025 , 100% Chenin Blanc , casta não tradicional para elaboração de espumantes na Serra Gaúcha (casta muito utilizada no mundo todo, em especial na África do Sul), surpreendeu pela originalidade — um espumante jovem e vibrante , com acidez marcante e perfil de fruta fresca . Entre os Demi-sec , brilhou o Parole Espumante Demi-Sec da Vitivinícola Don Affonso , apresentado pelo enólogo André Gasperin , elaborado em 2022, com a uva Moscato Giallo, tem aproximadamente 30g de açúcar, com notas de mel e frutas secas , revelando o potencial de evolução dos moscatéis brasileiros. Por fim, chegaram os moscatéis , os espumantes mais consumidos no Brasil, com três interpretações distintas: Marcus James Espumante Moscatel Rosé , da Vinícola Aurora , apresentado pelo enólogo Jurandir Nosini , elaborado a partir das uvas Moscato, com corte de vinho tinto, destacou-se pelo tom rosado elegante, aroma de frutas maduras, floral, surpreendendo principalmente pelo equilíbrio entre doçura e acidez. Espumante Garibaldi Floratta Rosé , apresentado pelo enólogo Ricardo Morari , elaborado por duas variedades de uvas da família Moscato, com menor teor de açúcar, apresenta notas florais delicadas , tanto no aroma quanto em boca. Seu nome, em italiano, é uma homenagem aos 150 anos da imigração italiana . Garibaldi Espumante Moscatel Rosé , também apresentado pelo enólogo Ricardo Morari , encerrou a noite com aromas de frutas vermelhas e doçura equilibrada pela acidez . Um brinde ao vinho brasileiro Foi uma noite memorável — de reencontros, aprendizado e celebração — reunindo alunos, ex-alunos e amigos da ABS-RS em um ambiente inspirador.O evento reforça o papel da entidade em conectar profissionais, produtores e apreciadores , fortalecendo o vinho e o espumante brasileiro . Que venham muitas outras noites como essa, brindando a excelência, a paixão e a união que movem o setor vitivinícola no Brasil. Enólogos e representantes das vinícolas que receberam a distinção
- Prêmio ABS-RS recebe votos até dia 31
Cerimônia com revelação dos vencedores será realizada no dia 25 de novembro na Fundação Pão dos Pobres, em Porto Alegre Foto Martha Caus Nove categorias da premiação contemplam personalidades, regiões e empreendimentos ligados ao universo da sommellerie no Rio Grande do Sul A Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS) está com a votação aberta para a escolha dos vencedores do Prêmio Destaques do Setor do Vinho 2025 , que identifica e valoriza as empresas e personalidades que contribuem para o fortalecimento do mercado do vinho e da sommellerie no estado. Os finalistas foram selecionados entre os mais votados por especialistas do setor, em um processo colaborativo que envolveu sommeliers, produtores, jornalistas e profissionais da gastronomia. As categorias deste ano são: Personalidade do Vinho, Melhor Experiência em Enoturismo, Winebar Destaque, Serviço de Vinho em Restaurante, Vinícola Destaque, Carta de Vinhos, Melhor Adega de Supermercado, Paisagem Vitícola e Loja de Vinho. Já a escolha dos vencedores é feita pelo público , que pode votar em seus empreendimentos e personalidades favoritas no site da ABS-RS ou no link https://www.absrs.com.br/premioabs-rs2025 até o dia 31 de outubro . Em 2024, foram computados mais de 2 mil votos para eleger os premiados nas nove categorias. A categoria Personalidade do Vinho chama atenção por reunir quatro mulheres entre os cinco finalistas, o que reflete uma presença cada vez mais ampla e qualificada em diferentes áreas do setor. “O prêmio mostra a representatividade e o amadurecimento do mercado, que se torna mais diverso, técnico e conectado com os novos perfis de profissionais e consumidores”, afirma Caroline Dani, presidente da ABS-RS. “Todos os indicados demonstram a força e a capacidade de renovação do vinho gaúcho.” A revelação dos vencedores ocorrerá no dia 25 de novembro de 2025, às 19h30, na Fundação Pão dos Pobres , em Porto Alegre. No dia da premiação, a ABS-RS também revela o embaixador da entidade para o ano seguinte. Essa escolha é feita pelos diretores e conselheiros e visa homenagear sommeliers que trabalham em prol do desenvolvimento do setor e da construção da cultura do vinho e que, como representantes da sommellerie, possam dar visibilidade ao tema no Estado. Esse ano, o embaixador ABS-RS é o comunicador e radialista Marcelo Drago. Na mesma noite, será realizado o 4º Leilão Beneficente da ABS-RS, com o vinho exclusivo Chimas Número 4. Confira os indicados ao Prêmio ABS-RS 2025 Foto Rodi Goularte Caroline Dani, presidente da ABS-RS, durante anúncio dos eleitos em 2024 Paisagem Vitícola Campanha Gaúcha Altos Montes Vale dos Vinhedos Pinto Bandeira Farroupilha Personalidade do Vinho Juliana Toniolo Rossatto Fernanda Spinelli Julio D’Agostini Lucia Porto Lucinara Masiero Melhor Adega de Supermercado Caitá Supermercados Bistek Supermercados Asun Supermercados Peruzzo Supermercados Grupo Zaffari Carta de Vinhos Peppo Cucina Cozinha Italiana Sebastiana Bar e Restaurante Pâtissier Marcelo Gonçalves Restaurante Primrose - Castelo Saint Andrews SPA do VINHO Condomínio Vitivinícola Winebar Casa Vivá - Vinhos e Queijos Naturais Dionisia vinho e gastronomia Península, bar de vinho TUYO Wine bar Vinhos Nacionais - Bar e Enoteca Loja de Vinho Adega Refinaria Boccati Vinhos e Utilidades Depósito Vinhos Vinho Justo Vinhos Por Aí Serviço de Vinho em Restaurante Sebastiana Bar e Restaurante Benjamin Osteria Moderna Restaurante Le Bateau Ivre Tour de France Gramado Churrascaria Komka Vinícola Guatambu Estância do Vinho Família Bebber Vinícola Miolo Nova Aliança Vinícola Cooperativa Vinícola Foppa & Ambrosi Melhor Experiência em Enoturismo Chandon do Brasil Família Bebber Guatambu Estância do Vinho Vinícola Madre Terra Família Geisse Vinhedos de Terroir PRÊMIO ABS-RS 2025 VOTAÇÃO Prazo: até 31 de outubro Onde votar: pelo link https://www.absrs.com.br/premioabs-rs2025 Quem pode: aberto ao público PREMIAÇÃO Quando: dia 25 de novembro, às 19h30 Local: Fundação Pão dos Pobres, em Porto Alegre Ingressos: para participar do evento de premiação e jantar com o leilão do Projeto Chimas, os ingressos podem ser adquiridos por R$250,00 para sócios da ABS-RS e R$300,00 para público em geral Onde adquirir: no link https://www.absrs.com.br/leilaochimas
- Você sabia que o vinho que se bebe no Vaticano é espanhol?
Fornecedor oficial da Santa Sé fica na região de Rioja e atende a requisitos definidos há 587 anos Por Mariana Sierra Escobar, para El Tiempo https://www.eltiempo.com/cultura/gente/cual-es-el-unico-vino-que-se-bebe-en-el-vaticano-donde-conseguirlo-y-como-debe-ser-3448108 O Vaticano, suas tradições, escolhas e decisões têm sido objeto de interesse tanto de fiéis quanto de pessoas em geral. Entre as curiosidades, você já se perguntou qual vinho é consumido nesse pequeno país? Seja qual for sua resposta, saiba que você pode se surpreender ao conhecer a origem da bebida alcoólica preferida desse Estado religioso. Antes de mais nada, é importante mencionar que a bebida alcoólica consumida pelos cidadãos do Vaticano, por conta de suas crenças e tradições, não pode ser qualquer uma — ela precisa atender a um requisito essencial: ser vinho de missa ou vinho litúrgico. Embora os maiores produtores de vinho sejam Espanha, Itália e França, nenhum desses três países é o que apresenta o maior consumo desse suco de uva fermentado. De acordo com um estudo do Instituto do Vinho da Califórnia, o Vaticano é o país que mais consome vinho por habitante, com uma média de 74 litros por pessoa em 2012, o que equivale a cerca de 98 garrafas por ano para cada cidadão. Foto divulgação Vinícola Heras Cordón atende aos requisitos definidos em 1438, e fornece seus rótulos ao país desde 2001 Onde encontrar o vinho do Vaticano? Esse tipo de vinho deve ser, preferencialmente, escuro. Além disso, deve ser produzido exclusivamente a partir de uvas maduras, sem aditivos como conservantes, corantes ou açúcares, e com teor alcoólico que não ultrapasse 18°, conforme definido pelo Concílio de Florença de 1438. E existe uma vinícola em uma região do norte da Espanha que cumpre todos esses requisitos: a Heras Cordón, na região de Rioja, produtor que tem a honra de ser o fornecedor oficial da Santa Sé. A parceria foi firmada pela primeira vez durante o papado de João Paulo II, em 2001, e foi renovada posteriormente pelos papas Bento XVI e Francisco. Portanto, entende-se que o Papa Leão XIV deverá seguir o mesmo processo que já vem sendo adotado há mais de 20 anos. Notícias e novidades sobre o universo do vinho Além de ser referência na formação profissional de Sommeliers no país, a ABS-RS também é uma fonte valiosa de informações sobre tudo o que envolve o setor vitivinícola! Além de informações sobre os cursos e eventos, o site dispõe de uma área com artigos técnicos, notícias e programações realizadas pela entidade. Já no Podcast Papo de Sommelier , disponível na principais plataformas, como Youtube, Spotify e Apple Podcasts, você assiste e ouve entrevistas e bate-papos descontraídos entre professores e convidados do setor sobre os mais diferentes assuntos . Já o Youtube ABS-RS disponibiliza uma verdadeira videoteca com aulas, entrevistas, workshops e eventos com livre acesso para que todos possam aprofundar os conhecimentos sobre os temas da sommellerie. Siga nos acompanhando nas redes sociais - Instagram, Linkedin e Facebook -, para ficar a par do que acontece, por onde andam os professores, além de dicas e informações produzidos para os apaixonados por vinho!
- Ampelografia: desafios e novidades
Dedicada à descrição, identificação e estudo das variedades de videira, essa ciência é essencial para diversidade e sustentabilidade da vitivinicultura Por Caroline Dani Presidente e professora da ABS-RS No final de 2023, tive o privilégio de realizar o curso de Ampelografia pela OIV, realizado no Chile. Nestes cinco dias de pura imersão em vinhedos chilenos, pude ter aulas ministradas pelos principais nomes dessa ciência, dentre eles Thierry Lacombe, que, em uma de suas aulas, abordou novos métodos para desenvolver a ampelografia atualmente. A seguir, apresentarei um pouco do que foi abordado. A ampelografia é a ciência dedicada à descrição, identificação e estudo das variedades de videira. Sua importância está em quatro pilares fundamentais: garantir a correta identificação do material vegetal, compreender a origem e evolução das variedades, avaliar o comportamento e o potencial agronômico e tecnológico de cada cultivar e preservar os recursos genéticos da videira, fundamentais para a diversidade e sustentabilidade da vitivinicultura. Tradicionalmente, a identificação era realizada pela observação morfológica — folhas, sementes, brotos e cachos —, método ainda útil, mas limitado por influências ambientais e pela subjetividade do observador. Nos últimos anos, surgiram métodos instrumentais e modernos que ampliam a precisão e a confiabilidade da análise. Entre eles, destacam-se: Ampelometria e análise de imagens , que utilizam medições de folhas e sementes, hoje auxiliadas por softwares e redes neurais, aumentando a rapidez e objetividade. Cariotipagem e palinologia , que estudam cromossomos e grãos de pólen, fornecendo informações genéticas e evolutivas. Taxonomia química , baseada em perfis de compostos como antocianinas, terpenos e pirazinas, capazes de indicar a identidade e características aromáticas de variedades específicas. Marcadores bioquímicos e moleculares , como isoenzimas, microssatélites (SSRs) e polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs), que revolucionaram a identificação genética de variedades, a análise de diversidade e os estudos de parentesco. Foto acervo pessoal Caroline Dani Caroline Dani e o pesquisador francês Thierry Lacombe Esses avanços, somados ao desenvolvimento de bancos de dados internacionais como o VIVC (Vitis International Variety Catalogue) e o PlantGrape, permitem hoje identificar variedades com altíssima precisão, distinguir clones e até estudar DNA antigo, extraído de sementes arqueológicas. A ampelografia, portanto, transformou-se em uma disciplina multidisciplinar, na confluência de genética, biologia molecular, enologia, botânica, história e até arqueologia. O futuro aponta para uma integração ainda maior entre métodos tradicionais e moleculares, oferecendo ao setor vitivinícola ferramentas cada vez mais robustas para garantir autenticidade, preservar a diversidade genética e compreender a história e a evolução da videira. O tema ampelografia é amplamente abordado ao longo do curso, visto que buscamos entender principais castas e suas características em diferentes países produtores. Gostaria de saber mais sobre assuntos como esse? Então inscreva-se no Curso de Sommelier Profissional da ABS-RS . As turmas para iniciar a formação esse ano estão esgotadas, mas você já pode garantir a sua vaga para 2026. Realizado nos formatos presencial e online , o curso oferece ampla formação abordando desde aspectos ligados à produção vitícola e vinícola, os componentes dos principais terroirs do mundo, assim como as características dos vinhos nos principais polos produtores no Brasil e ao redor do planeta, questões de mercado e, claro, a maestria na realização de um serviço de vinho de excelência! Seguindo currículo atualizado e com diretrizes internacionais, a ABS é a única entidade no país associada à Associação Internacional de Sommellerie (ASI) . Além de vinho, o currículo contempla bebidas como cervejas, cafés, chás, destilados e coquetelaria, com aulas ministradas por professores de grande reconhecimento no mercado e no setor. Para saber mais, garantir sua matrícula e tirar do papel seus planos em 2026, acesse aqui para o curso presencial e aqui para o curso no formato online. Ou ainda, se preferir, converse conosco pelo WhatsApp (54) 99972.0130.
- Inscrições abertas para a 1ª Seleção de Vinhos de BRS Lorena
Concurso valoriza a identidade da uva brasileira Foto Fabiano do Amaral Estão abertas as inscrições para a 1ª Seleção de Vinhos da variedade BRS Lorena , concurso que pretende valorizar uma uva tipicamente brasileira. O evento é promovido pela Embrapa Uva e Vinho e pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) e busca estimular a melhoria contínua da qualidade, incentivar a competitividade das vinícolas e ampliar a visibilidade dos produtos elaborados com a cultivar junto ao mercado consumidor. As vinícolas interessadas podem se inscrever até amanhã, 10 de outubro de 2025, pelo link: https://bit.ly/selecaobrslorena Sobre a seleção Podem participar vinhos varietais, elaborados com pelo menos 75% da uva BRS Lorena e registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nas categorias: Vinhos brancos (seco, demi-sec e suave); Vinhos brancos frisantes (seco, demi-sec e suave); Espumantes naturais (brut, demi-sec e suave); Vinhos licorosos; Suco de uva integral natural. A taxa de inscrição é de R$ 80,00 por amostra. O envio ou entrega das amostras deve ocorrer entre 13 e 17 de outubro de 2025. As degustações às cegas acontecerão em 6 de novembro de 2025, no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves, com comissão julgadora formada por especialistas de diferentes instituições. Os produtos serão avaliados conforme normas técnicas internacionais. Serão premiados até 30% dos rótulos em cada categoria, com medalhas de Prata (84 a 87,9 pontos), Ouro (88 a 92,9 pontos) e Grande Ouro (93 pontos ou mais). A cerimônia de premiação será realizada em 5 de dezembro de 2025, na sede da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves. A iniciativa conta com o apoio da ABS-RS, ABE, Agavi, APASSUL, Emater-RS/Ascar, Epagri, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS (Campus Bento Gonçalves) e Sebrae/RS, além do patrocínio da Sicredi Serrana RS/ES. Sobre a BRS Lorena Foto Divulgação Embrapa A cultivar BRS Lorena é uma variedade de uva branca desenvolvida pela Embrapa Uva e Vinho a partir do cruzamento entre Malvasia Bianca e Seyval, realizado em 1986. Após extensas avaliações agronômicas e enológicas, foi lançada em 2001. O objetivo de seu desenvolvimento foi reunir alta produtividade, resistência a doenças e aptidão tecnológica para a elaboração de vinhos de qualidade, com um perfil aromático característico associado aos moscatos. Segundo o pesquisador Leo Duc Haa Carson Schwartzhaupt da Conceição, da área de Melhoramento Genético da Embrapa Uva e Vinho, a BRS Lorena é considerada por especialistas como uma PIWI brasileira — denominação internacional dada às variedades PILZWIDERSTANDSFÄHIGEN (termo em alemão que significa “resistente a fungos”). Essas uvas têm ganhado espaço no cenário mundial por aliarem qualidade enológica à resistência natural a doenças, reduzindo a necessidade do uso de defensivos químicos e favorecendo uma viticultura mais sustentável. A BRS Lorena se destaca pela boa resistência à antracnose (Elsinoe ampelina), à podridão da uva (Botrytis cinérea) e ao oídio (Uncinula necator), além de apresentar resistência moderada ao míldio (Plasmopara vitícola). Isso permite uma menor necessidade de defensivos em comparação com variedades de Vitis vinifera. O pesquisador destaca ainda que a BRS Lorena representa uma alternativa estratégica para diversificação, pois reúne boa produtividade, flexibilidade de manejo, versatilidade e perfil sensorial diferenciado. Mais recentemente, sua relevância tem aumentado devido às mudanças no perfil de consumo, à expansão da viticultura brasileira para diferentes regiões e à necessidade de buscar alternativas sustentáveis e de menor impacto ambiental diante dos efeitos das alterações climáticas. Com ampla adaptação ao clima e solo brasileiros, a cultivar ocupa atualmente aproximadamente 500 hectares de vinhedos comerciais, o que representa quase 1% da área cultivada com uvas para processamento no país, segundo estimativas da equipe de socioeconomia da Embrapa Uva e Vinho. A grande concentração da produção está no Rio Grande do Sul, que responde por mais de 80% da área implantada, mas o plantio e a importância econômica da variedade vêm crescendo em outros estados, como São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. De acordo com o pesquisador Mauro Celso Zanus, da Embrapa Uva e Vinho e presidente da Comissão Organizadora da Seleção, a cultivar é extremamente versátil, sendo utilizada principalmente para a elaboração de vinhos brancos jovens, leves e aromáticos. Também é matéria-prima para espumantes, sucos de uva brancos e vinhos de corte, aos quais agrega frescor e tipicidade. Mais do que uma oportunidade de reconhecimento aos produtos elaborados com a variedade, a Seleção servirá para ampliar a divulgação e a valorização da BRS Lorena, uma uva que carrega a assinatura da ciência brasileira e pode ser considerada um patrimônio da viticultura nacional. “A BRS Lorena representa um marco da ciência aplicada ao desenvolvimento da vitivinicultura brasileira. Este concurso reforça o compromisso do Consevitis-RS em apoiar a inovação, a diversidade e a valorização das uvas e vinhos que nascem em nosso país. Queremos estimular as vinícolas a explorarem todo o potencial desta variedade e mostrar ao consumidor que a produção nacional tem qualidade, tipicidade e identidade próprias. Ao lado de parceiros estratégicos, seguimos firmes no propósito de fortalecer a vitivinicultura brasileira em todas as suas expressões”, acrescenta o presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebellatto. Programe-se para 2026 ! Já estão abertas as matrículas para a primeira turma de Sommelier Profissional em 2026! Com as vagas encerradas para formação em 2025, programe-se para não perder a oportunidade de iniciar o próximo ano aprendendo e recebendo a certificação pela ABS-RS, referência de ensino e promoção da cultura do vinho no país. Quem se matricular até o final do ano, garante a vaga com os mesmos valores praticados esse ano . O currículo abrange todos os aspectos do mundo do vinho, desde a história, principais regiões produtoras até a degustação e harmonização, garantindo uma compreensão completa da cultura vitivinícola. Além do aprofundamento no serviço do vinho, você irá ampliar o conhecimento em outros produtos como cervejas, destilados, coquetéis, cafés, chás e mais, te preparando para atuar de forma versátil e abrangente no mercado. No curso presencial, os alunos realizam uma verdadera imersão no universo do vinho, tendo aulas com professores renomados no mercado, visitas técnicas em vinícolas, contato com enólogos e degustação de mais de 100 rótulos de diferentes terroirs do mundo. Já o formato online atende melhor e com a mesma qualidade quem precisa de flexibilidade de horários ou não consegue se deslocar até a Serra Gaúcha. O Kit Sommelier Experience leva à casa dos alunos uma seleção com mais de 70 vinhos, destilados e outras bebidas premium de todo o mundo com uma tecnologia exclusiva para manter a qualidade das amostras degustadas. Não perca a oportunidade de fazer parte deste emocionante universo da Sommellerie Profissional. Inscreva-se e dê o primeiro passo em direção a uma carreira gratificante e cheia de sabor em 2026! Entre em contato conosco pelo WhatsApp (54) 99972.0130 ou acesse aqui e garanta sua matrícula!
- Há risco de contaminação do vinho com metanol?
Crise provocada por bebidas adulteradas tem gerado receio no consumo do vinho, saiba quais os riscos e como prevenir o consumo de produtos impróprios à saúde Foto/montagem Martha Caus Por Martha Caus Diretora de Comunicação e Conteúdo ABS-RS O aumento de casos de intoxicação por metanol em São Paulo e em outros estados deixou os brasileiros em alerta e desconfiados sobre quais bebidas alcóolicas oferecem maior risco de contaminação pelo composto. Informações preliminares indicam que os destilados, como gim, uísque, vodca e cachaça, são os principais suspeitos na crise atual. E os especialistas corroboram esclarecendo que o vinho e a cerveja apresentam menor risco desse tipo de adulteração, embora não estejam totalmente livres de fraude criminosa. O metanol é um solvente industrial altamente tóxico, impróprio para consumo humano, que pode causar cegueira irreversível e até morte. Ele pode estar presente nas bebidas de duas formas: por falhas no processo de destilação, quando não há descarte da fração inicial rica em metanol, ou por adulteração deliberada, em que criminosos adicionam o produto para aumentar o teor alcoólico a baixo custo – essa, a hipótese mais provável nas investigações no caso atual. Presença natural em vinhos e cervejas Apesar de os casos recentes estarem ligados especificamente a bebidas destiladas, o metanol também pode aparecer, ainda que em quantidades pequenas, em produtos fermentados como vinho e a cerveja. O analista químico Siddhartha Giese, do Conselho Federal de Química (CFQ), explica que a substância pode surgir naturalmente durante o processo de fermentação de frutas ricas em pectina, como uvas, maçãs e ameixas. “Durante a fermentação, a pectina pode ser degradada por enzimas que liberam metanol. Esse processo ocorre de forma natural e, quando controlado, resulta em concentrações seguras ao consumo”, esclarece. Mesmo assim, os níveis registrados em bebidas fermentadas costumam estar dentro dos limites considerados seguros. A legislação brasileira estabelece que vinhos tintos podem conter até 400 mg por litro de metanol, enquanto vinhos brancos e rosados têm limite de 300 mg por litro. “Esses valores são muito inferiores às doses tóxicas para humanos, que começam em cerca de 8 gramas de metanol ingerido. Portanto, o vinho produzido dentro das normas não representa risco à saúde”, detalha Giese. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a concentração de metanol na cerveja varia entre 6 e 27 mg por litro, quantidade considerada segura para o consumo. Nos destilados, o valor pode chegar a 220 mg por litro – porém, nesse tipo de bebida, o metanol pode ficar concentrado, aumentando o risco. Maior perigo nas adulterações O grande risco não está na formação natural do metanol, mas na adulteração intencional das bebidas. A prática, considerada criminosa, ocorre quando o metanol é adicionado para aumentar o teor alcoólico aparente de produtos de baixa qualidade ou de fabricação irregular. Não há método caseiro seguro para detectar a presença da substância. Alterações de sabor ou odor podem indicar irregularidades, mas nem sempre são perceptíveis. Outras pistas incluem preços muito abaixo do mercado, ausência de selo fiscal e origem duvidosa. A recomendação dos especialistas é comprar apenas bebidas regulamentadas e produzidas por fabricantes reconhecidos, evitando produtos vendidos de forma informal. Até o momento não foi constatado caso de adulteração em vinhos, mas vale frisar que quem costuma adquirir rótulos “do contatinho do Whats”, muitas vezes por preços bem abaixo do verificado no mercado, pode estar à mercê de irregularidades. Descaminho e fraude no vinho ameaçam a saúde e o comércio legal Ainda que nos vinhos a adulteração por metanol seja pouco provável, infelizmente, no Brasil, esse setor é bastante afetado pela falsificação e descaminho. Há um alto número de fraudes no mercado, que envolve a venda de vinhos de baixa qualidade como se fossem de marcas premium, muitas vezes acompanhada de vinhos ilegais com impostos não pagos. Rótulos fora do padrão legal, preços muito abaixo do encontrado no comércio, lacres tortos e selos de autenticidade falsificados são sinais de alerta. Segundo apuração do site Brasil de Vinhos, entre 2022 e 2024 foram apreendidos mais de 531 mil litros de bebidas provenientes apenas de descaminho em ações realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nas fronteiras. As principais origens são de países vizinho, especialmente a Argentina, e abastecem estabelecimentos comerciais por todo o país. A estimativa é que esse tipo de comércio movimente até R$ 2 bilhões por ano no mercado ilegal, além de aproximadamente R$ 1 bilhão de evasão fiscal, segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF). “Conhecer a procedência do produto que você está consumindo é algo muito importante, por isso, por mais não seja hábito do consumidor, leia rótulos e contra-rótulos, saiba se esse produto foi produzido/importado de acordo com a legislação vigente. Porque muito pior que o descaminho/contrabando, são os processos de adulteração e falsificação, isso não é mais sobre preço ou tributo, é sobre saúde, é sobre vida, é sobre pessoas”, alerta a biomédica Caroline Dani, presidente da seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Em entrevista concedida ao site, a presidente da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), Cristiane Souza Foja, esclarece: “o comércio do vinho no Brasil é permitido. Porém, quando falamos de identidade, não é possível garantir que uma bebida alcoólica que está sendo comercializada ilegalmente seja ela mesma”. A presidente reforça que o vinho só é legal se tiver passado pelos testes do MAPA e cumprir os requisitos mínimos de qualificação, padrão de identidade e qualidade e lembra que o conteúdo da garrafa pode conter substâncias nocivas a saúde: “pode até matar ou causar um dano permanente na pessoa. Então, se for tóxico é proibido e não autorizado. Logo, indiretamente, é contrabando. Pablo Jacob/Governo de SP/Divulgação Sinais de Fraude: · Preço muito baixo: Um preço significativamente menor que o da marca original é um forte indício de fraude. · Embalagem suspeita: Verifique se há lacres tortos, erros de impressão, rótulos mal feitos ou selos de autenticidade falsificados. · Origem duvidosa: Compre sempre em distribuidores autorizados ou diretamente dos produtores e fique atento a vendedores de redes sociais com informações falsas. Como evitar a compra de produtos ilegais: · Verifique os selos de autenticidade: Empresas idôneas aplicam selos que garantem que o vinho foi importado de forma legal. · Compre em canais oficiais: Prefira comprar pelo aplicativo e site oficiais da empresa distribuidora e evite as promoções dos “contatinhos” que atuam com venda pelo whatsApp. · Verifique o contrarótulo: A legislação obriga que as informações estejam em português. Caso você encontre outro idioma, desconfie. · Denuncie: Em caso de suspeita, denuncie para as autoridades, como Vigilância Sanitária e Procon. Como evitar bebidas contaminadas com metanol A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) indica um passo a passo para garantir que a bebida alcoólica é segura: · Verifique a vedação da bebida comprada. · Analise se as bebidas seguem um padrão de quantidade de líquido. Caso não, pode ser um indicador de que algo está errado. · Confira os rótulos. Bebidas legais comercializadas no Brasil possuem contrarrótulo em português, com o número do registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). · Desconfie de preços muito baixos. Ofertas e promoções existem, mas, em se tratando das bebidas alcoólicas mais conhecidas e desejadas, existe uma média de preço de mercado. · Compre em locais confiáveis.
- Os holofotes do vinho em 2025 e as apostas para 2026
Espumantes, brancos, premium e zero álcool são tendências refletem estilos de vida contemporâneos Por Andreia Gentilini Diretora financeira da ABS-RS Foto Samuel Regan-Asante / Unsplash O mundo do vinho vive um momento de transformação. Mais do que uma bebida, o vinho se consolidou como um reflexo do estilo de vida contemporâneo, em que leveza, frescor, autenticidade e bem-estar ganham espaço. Em 2025, quatro categorias se destacam de forma especial: espumantes, vinhos brancos, vinhos premium e os sem álcool. Neste artigo, reunimos os dados mais recentes da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho) e da Ideal BI, que revelam como essas tendências estão se consolidando tanto no mercado global quanto no Brasil e o que esperar de 2026. Espumantes: do brinde à mesa do dia a dia Segundo a OIV, o Brasil já é o 9º maior produtor mundial de espumantes e ocupa a 8ª posição em consumo, com 602 mil hectolitros produzidos e 669 mil consumidos em 2024. No mercado interno, os números da Ideal BI confirmam o crescimento contínuo: pelo quarto ano seguido, o setor avançou, atingindo 37,2 milhões de litros em 2024, quase 40% acima de 2019. O perfil do consumidor brasileiro mostra preferência pelos espumantes brancos, que respondem por 69% do volume, contra 31% dos rosés. Entre os nacionais, o Moscatel lidera com 45% de participação, reflexo do paladar local por estilos mais adocicados. Já entre os importados, predominam os Brut e Extra Brut, responsáveis por 74% do volume. Outro ponto interessante é que o consumo deixou de ser restrito ao fim de ano. Hoje, os espumantes aparecem em diversas ocasiões, tornando-se presença constante em refeições e encontros casuais. Vinhos brancos: frescor em ascensão Se os espumantes já conquistaram espaço, os vinhos brancos seguem a mesma trajetória. De acordo com a Ideal BI, a procura por brancos cresceu 28% em 2025, mostrando que o consumidor brasileiro valoriza leveza e frescor no dia a dia. A OIV confirma que, no Brasil, os brancos representam cerca de 20% do consumo total, contra 78% dos tintos e 2% dos rosés. Apesar de uma participação menor, o avanço consistente abre espaço para expansão, especialmente em regiões de clima quente, onde os brancos combinam com a gastronomia leve e descontraída. Vinhos premium: menos volume, mais valor O fenômeno da premiumização também marca 2025. Segundo a OIV, embora o consumo global de vinho tenha recuado em volume, o valor movimentado aumentou: prova de que o consumidor prefere beber menos, mas melhor. No Brasil, essa tendência é confirmada pelos espumantes premium. De acordo com a Ideal BI, os Brut e Extra Brut nacionais cresceram 14% no primeiro trimestre de 2025, ganhando participação no mercado. Isso mostra uma busca por sofisticação e autenticidade, sem renunciar à relação entre qualidade e acessibilidade. Vinhos sem álcool: a nova fronteira Os vinhos sem álcool são uma das categorias mais promissoras. Segundo a Ideal BI, os espumantes sem álcool devem crescer em média 7% ao ano até 2027, podendo alcançar até 4% do mercado global de bebidas. No Brasil, a tendência acompanha a mudança de comportamento de consumidores jovens e preocupados com saúde, que buscam opções de menor impacto alcoólico sem perder sofisticação. Esse movimento abre oportunidades para produtores que consigam unir frescor, autenticidade e experiências em novos momentos de consumo. O que esperar de 2026? Em resumo, os números mostram que 2025 foi o ano em que espumantes, brancos, premium e sem álcool ganharam protagonismo. Para 2026, a expectativa é de consolidação: mais consumo casual, maior valorização de vinhos de qualidade e o avanço das alternativas sem álcool. O Brasil se posiciona como um player relevante nesse cenário, com destaque para a força dos espumantes, o crescimento dos brancos e a adaptação às tendências globais. O vinho está em constante transformação e o que antes era apenas para brindar, agora faz parte do dia a dia. Cabe a nós brindar ao futuro com consciência, leveza e inovação em cada taça. ***** Última oportunidade de formação em 2025 A ABS-RS ainda dispõe de poucas vagas para a última turma de formação online de Sommelier Profissional em 2025! O currículo abrange todos os aspectos do mundo do vinho, desde a história, principais regiões produtoras até a degustação e harmonização, garantindo uma compreensão completa da cultura vitivinícola. Além do aprofundamento no serviço do vinho, você irá ampliar o conhecimento em outros produtos como cervejas, destilados, coquetéis, cafés, chás e mais, te preparando para atuar de forma versátil e abrangente no mercado. E o que seria da sommellerie sem a prática? O exclusivo kit Sommelier Experience leva à sua casa uma seleção com mais de 70 vinhos, destilados e outras bebidas premium de todo o mundo. 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- Cenoura: a protagonista do champanhe mais luxuoso da LVMH
O vegetal foi escolhido e recriado em 140 receitas por chefs de diferentes partes do mundo a pedido do conglomerado de marcas de luxo Por Júlia Storch, repórter de casual para Exame https://exame.com/casual/como-a-cenoura-se-tornou-a-protagonista-no-champanhe-mais-luxuoso-da-lvmh/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento Divulgação Krug "No mundo, o champanhe está se tornando mais uma tendência, com pessoas buscando mais experiências e menos celebrações formais” , diz Manuel Reman, Presidente da Maison Krug Beber um bom vinho, ir a restaurantes estrelados e viajar para destinos sonhados se tornaram escolhas ainda mais frequentes dos consumidores de alta renda. Em meio às incertezas das tarifas impostas por Donald Trump, os gastos com artigos de luxo físicos, como bolsas, roupas e sapatos tiveram quedas na LVMH, que tem voltado seus esforços para os clientes asiáticos. Anualmente, a empresa seleciona um ingrediente para ser harmonizado com seus rótulos. Em 2025, a cenoura foi o vegetal escolhido e recriado em 140 receitas por chefs de diferentes partes do mundo. No Brasil, o restaurante Kinoshita é a única embaixada oficial da marca. Por lá, a raiz é servida com as folhas empanadas como um tempura. A gastronomia, o savoir-faire e a visão de Joseph Krug, fundador da empresa que sonhava oferecer o melhor champanhe possível todos os anos, independentemente das variações do clima, são alguns dos valores que a Krug mantém há 180 anos. Em passagem ao Brasil, Manuel Reman, Presidente da Maison Krug, conversou com EXAME sobre o mercado brasileiro e os compromissos da marca. Divulgação Krug Manuel Reman, presidente da Maison Krug Como é manter o equilíbrio entre tradição e inovação em uma marca centenária? A Krug é uma casa considerada uma das guardiãs da tradição do champanhe. A única casa que ainda realiza a primeira fermentação em madeira, enquanto todos os outros estão usando tanques de aço inox, pois oferecem mais facilidade logística, além de reduzir o custo. No entanto, mantemos essa tradição e acho que, de certa forma, é uma forma de modernidade. Manter coisas que custam mais é uma forma de tradição, mas também de modernidade, porque significa que a nossa filosofia é baseada em precisão e qualidade, e isso é o que realmente importa para nós. Que tipos de tecnologia foram implementadas nos últimos anos na produção do champanhe? Sempre que há algo que pode nos trazer mais qualidade, mais precisão ou ajudar o trabalho das pessoas na vinha, ou na adega, ou melhorar, ou reduzir nossa pegada de carbono, nós aceitamos [essas tecnologias] sem as questionar, desde que não altere o estilo de vinificação. Recentemente, abrimos uma nova instalação de vinificação. Foi um projeto de 35 milhões de euros. Terminamos no ano passado, e agora já fizemos uma colheita. Vamos começar a segunda colheita. E, a cada passo do processo, nos perguntamos durante os cinco anos do projeto: o que queremos manter? O que queremos começar? E o que queremos descartar? Inventamos uma nova ferramenta para retirar o vinho do barril, facilitando o processo de retirada, sem deixar resíduos. Não patenteamos isso, pois queríamos que todos na indústria do vinho pudessem usá-la sem custos. Essa é a filosofia: tudo que pode nos ajudar sem perder nossa identidade, usamos. A Krug tem uma relação forte com a gastronomia. Como as colaborações com chefs influenciam as criações da Maison? Tentamos ser inovadores e modernos na maneira como nos comunicamos, como através da música. Pedimos a alguns músicos que criassem peças musicais baseadas em suas emoções durante a degustação. Na gastronomia, todos estão fazendo gastronomia com vinho, mas tentamos fazer isso de uma forma diferente. Escolhemos um ingrediente a cada ano. Este ano, por exemplo, é a cenoura. Como os ingredientes são escolhidos e usados? O processo é longo, porque antes foi a cebola, e todos pensavam que seria um ingrediente mais sofisticado, como trufas ou caviar. O que queremos é dizer que não se trata apenas de usar um ingrediente ou fazer uma comunicação. Isso tem que se alinhar com a filosofia da Krug. A Krug acredita que, quando você olha para o nosso vinhedo, não o considera como um muro. Nós o vemos como um conjunto de pequenas partes que são diferentes umas das outras, e cada uma delas traz algo único. Isso é como o vinho: é uma individualidade. A mesma lógica se aplica aos ingredientes. Não existe uma "cenoura", existe uma cenoura de Capri, uma cenoura do Japão, uma cenoura do Brasil, todas diferentes. E o mesmo vale para limões, cebolas, arroz... Pode-se cozinhar de formas diferentes. Fazemos esse paralelo entre a individualidade de nossos vinhos e o trabalho do chef, que também escolhe, adapta e combina ingredientes de diferentes regiões, da mesma forma que um vinicultor faz. Divulgação Krug Neste ano, o ingrediente é a cenoura, e o desafio para o chef é criar uma receita com ela. Há vários desafios, como usar tudo da cenoura, criar uma receita em cinco minutos, ou fazer algo totalmente vegano. Depois, os chefs nos enviam suas receitas, e criamos um livro delas. O primeiro livro foi há 12 ou 13 anos, com apenas 20 chefs e 20 receitas, mas agora temos 140 receitas. Cada chef entra em contato para criar algo para nós. Para nós, é uma forma de conexão com os chefs. A cada ano, eles esperam receber um kit com surpresas, e eles têm que adivinhar qual é o ingrediente. É um processo muito interessante. Quais são os planos para expandir ainda mais a presença da Krug em mercados como o Brasil? Temos uma embaixada da Krug nos países. No Brasil, a embaixada está no restaurante Kinoshita desde 2008. A gastronomia é muito importante para nós. Não somos um champanhe para ser servido em baladas. Embora estejamos em alguns restaurantes de alta energia, onde as pessoas começam com um bom jantar e depois começam a dançar, preferimos estar em lugares onde as pessoas podem realmente aproveitar a bebida, conversar sobre ela. Não estamos procurando estar em lugares onde as pessoas estão apenas consumindo bebidas rapidamente, como em baladas. Preferimos estar em lugares mais tranquilos, com um ambiente mais introspectivo. A relação do champanhe com as comemorações está mudando? No Brasil, o champanhe sempre foi associado às celebrações. No mundo, o champanhe está se tornando mais uma tendência, com pessoas buscando mais experiências e menos celebrações formais. O champanhe é a bebida da celebração, e isso não pode ser negado. É a bebida mais elegante, com suas borbulhas que trazem um ambiente totalmente diferente para qualquer ocasião. Mas, no caso da Krug, o nosso champanhe não é necessariamente para celebrações; as pessoas que bebem Krug o fazem porque realmente amam, porque combina perfeitamente com gastronomia. Vemos isso principalmente em restaurantes, e não apenas em ocasiões especiais como Ano Novo ou aniversários. O consumo está mudando globalmente, como vemos no Instagram, por exemplo. Antes, as pessoas bebiam champanhe apenas para começar uma degustação e não tiravam fotos. Hoje, já vemos até 3 ou 4 tipos de champanhe sendo consumidos durante degustações, e as pessoas consideram o champanhe não apenas como uma bebida festiva, mas como um vinho com algo a dizer, com uma história por trás. Como a Krug está lidando com as mudanças climáticas e quais os desafios que estão enfrentando? Até agora, as mudanças climáticas têm sido um fator positivo para nós. Não estou falando do impacto social ou das questões atuais, mas para a produção de champanhe, que é feita em regiões mais ao norte, as temperaturas mais altas têm ajudado. A colheita está ocorrendo mais cedo, agora no final de agosto, devido ao aumento das temperaturas. No entanto, isso traz um desafio, pois o calor excessivo pode destruir a acidez da uva, e o champanhe precisa de acidez para manter a sua elegância. Portanto, estamos ajustando a data da colheita para garantir que a acidez seja preservada. Isso é um desafio que estamos enfrentando, mas também estamos adaptando nossas técnicas para garantir que o champanhe continue a manter sua qualidade. Não vejo as mudanças climáticas como um grande problema para o champagne no momento, mas é algo a se acompanhar. Quais são os desafios ao reinterpretar o legado de Joseph Krug? É difícil para mim não falar sobre Joseph Krug, porque ele é o fundador da empresa. Tudo o que ele colocou no papel há 180 anos, sua visão, filosofia e sonho, é exatamente o que seguimos até hoje. Cada vez que tenho que tomar decisões como CEO, a pergunta é: “o que Joseph faria?” O nosso foco é manter o sonho dele vivo, evoluindo com mudanças globais e inovação, mas sempre mantendo o DNA e os valores originais. Para que as coisas não mudem, às vezes é preciso mudar tudo. É necessário adaptar-se ao clima, às novas regulamentações, aos gostos das pessoas, mas sem perder a filosofia, que é oferecer um champanhe de alta qualidade, representando tudo o que o champanhe tem a oferecer.
- A nova obsessão dos super-ricos
Porque os bilionários estão comprando vinícolas? Por Bastidores do Poder https://www.instagram.com/p/DOmT4oTiWE6/?img_index=1 Foto divulgação O mineiro Rubens Menin, dono da MRV e CNN Brasil, investiu milhões de euros no Douro Triplicando de tamanho em uma década e movimentando US$ 500 bilhões de dólares, o mercado de vinhos premium entrou no radar de nomes como Bernard Arnault e Rubens Menin. Mas afinal, por que os bilionários estão comprando vinícolas? O vinho sempre esteve ligado ao prestígio social, mas nos últimos anos passou a atrair grandes fortunas como um ativo estratégico. Para empresários e famílias bilionárias, investir em vinícolas reúne três elementos difíceis de encontrar juntos. Prazer pessoal, retorno patrimonial de longo prazo e a construção de um legado que carrega o seu sobrenome. Bernard Arnault, dono da LVMV, é o maior expoente dessa lógica. Seu grupo controla 29 maisons de vinhos e destilados, incluindo Moët & Chandon, Chatêau D’ Yquen e Dom Pérignon. Todas fazem parte da Möet Hennessy Wines and Spirits, braço da LVMH dedicado a bebidas, que faturou €$ 5,8 bilhões em 2024 ao integrar luxo, moda e hospitalidade. Divulgação LVMH Outros bilionários seguiram a trilha. François Pinault, atual controlador da Kering (Gucci, Balenciaga), comprou a histórica Chatêau Latour, avaliada em mais de €$ 350 milhões. Silvio Denz, da Lalique, investe em Saint-Emilion, região nobre da França. Já em Portugal, a Quinta do Crasto virou joia da família Roquette e atrai grandes bilionários. Na Itália, a Marquesi Antinori virou símbolo do casamento entre tradição e eficiência. Controlada pela mesma família há 27 gerações, exporta para 150 países e fatura mais de 352 milhões de euros por ano. O ativo é referência em longevidade patrimonial, combinando reconhecimento global, geração de caixa recorrente e acesso a incentivos fiscais agrícolas. Instalações da vinícola Antinori, na região da Toscana, Itália, se camuflam com a paisagem Os brasileiros também marcam presença. Rubens Menin, dono da MRV e CNN Brasil, investiu €$ 55 milhões de euros em Portugal ao comprar as Quintas da Costa, do Sol e Bulas. Um de seus rótulos é a Douro's New Legacy, vendido por até R$ 2 mil . Já André Esteves, do BTG, controla 80% da quinta da Romaneira, comprada por €$ 20 milhões, em 2012. A lógica desse mercado vai além do status. O setor de vinhos premium movimenta US$ 50 bilhões por ano, com margens acima de 30% e consumidores dispostos a pagar muito mais de US$ 10 mil por rótulos caros. Para investidores sofisticados, trata-se de um ativo resiliente, com apelo sensorial e sinergia natural com turismo e hospitalidade. Natal nos Vinhedos, faz parte do calendário de eventos realizados no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, que atraem turistas ao principal destino de enoturismo no Brasil Esse interesse também reflete no valor da terra. Vinhedos ocupam regiões de alto prestígio e oferta limitada. Em Napa Valley, Califórnia, um hectare pode custar US$ 1,3 milhão de dólares. Na França, só em 2024, o mercado de venda de vinhedos movimentou mais de €$ 1,1 milhão, com áreas como a Borgonha superando o preço de €$ 2,5 milhões por hectare. Nos últimos anos, o número de vinícolas com estrutura de hospitalidade cresceu muito em regiões como Douro, Napa e no Rio Grande do Sul. O enoturismo, que envolve experiências e visitas a vinícolas, saltou de US$ 17 bilhões em 2010 para US$ 51 bilhões em 2024. No fim, para bilionários, investir em vinho é eternizar seu sobrenome em garrafas que selam poder.
- ABS-RS realiza masterclass com a vinícola chilena Chocalan, especializada em blends
Encontro com Sommeliers e formadores de opinião em Porto Alegre contou com a presença de Jorge Arias, responsável pela comercialização no Brasil, e Luis Carlos Andrade, diretor de exportação A seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS) promoveu na quarta-feira (20) em Porto Alegre uma Masterclass especial com a vinícola chilena Chocalan Viñedos Familiares. O winebar Tuyo foi o palco escolhido para um seleto grupo de Sommeliers e formadores de opinião conhecerem os vinhos que foram apresentados por Jorge Arias, responsável pela comercialização no Brasil, e Luis Carlos Andrade, diretor de exportação. Ambos foram recepcionados por Caroline Dani, presidente da ABS-RS. “Essa é mais uma iniciativa que fazemos em prol do desenvolvimento do setor vinícola no Brasil, onde o Sommelier tem um papel fundamental no processo de pertencimento e cultura do vinho”, declarou Caroline. A história da Chocalan começou em 1998, quando a família Toro Harnecke, produtores de garrafas de vidro para a indústria vinícola chilena, decidiu realizar seu sonho de usar suas garrafas para embalar sua própria bebida. Eles optaram pelas colinas de Chocalán, na parte costeira do Vale do Maipo, pois era o local perfeito para produzir vinhos de alta gama. “Estamos localizados em uma zona muito famosa que comparo ao Napa Valley. Ficamos a trinta quilômetros do Oceano Pacífico que é uma zona de transição, passando do continente à costa, condições que nos oferecem um microclima especial e único”, contou Andrade, destacando ainda o frescor e as boas qualidades de cor e álcool dos produtos da Chocalan. Rótulos degustados da vinícola. Um dos grandes diferenciais da Chocalan é o amplo portfólio elaborado com blends, algo muito raro de encontrar na indústria vinícola chilena. A linha Vitrum, por exemplo, tem o Mediterrâneo, feito com castas mediterrâneas, principalmente Garnacha, Syrah e Viognier, oferecendo aromas e com toque mineral. “O conceito da Chocalan é simples: oferecemos ao mercado vinhos Premium. Nosso vinho de entrada é um reserva que tem passagem por carvalho entre seis e oito meses. E temos vinhos da mais alta gama que passam entre 14 e 16 meses em barricas de carvalho”, detalhou Arias. Os Sommeliers convidados puderam degustar os rótulos Alexia e Guilhermo, vinhos elaborados para homenagear o casal que fundou a Chocalan. Alexia, eleito o melhor da noite pelos convidados, é um corte muito elegante, onde Cabernet Franc (74%) e Merlot (17%) criam um equilíbrio perfeito entre caráter e frescor. As uvas são provenientes de vinhedos com mais de 20 anos, selecionadas e colhidas à mão. Alexia apresenta um aroma potente e expressivo, repleto de notas de frutas vermelhas frescas, licor de cereja, mentol, nuances de chocolate amargo e especiarias. Já Guillermo (um corte com 68% Carménère, 20% Cabernet Sauvignon, 5% Cabernet Franc, 5% Merlot, 2% Petit Verdot), da safra 2018, apresenta notas complexas que lembram frutas negras, ameixas e nozes, além de notas de chá, tabaco e grafite. No paladar, apresenta uma textura muito suave, com corpo e estrutura, exibindo frescor, suculência e acidez que lhe conferem persistência e um final longo. Os vinhos da Chocalan são comercializados no Brasil pela Vinoterra. Quer saber mais sobre esse e outros assuntos? ABS-RS está com inscrições para os cursos de Sommelier Profissional, on line e presencial, últimas turmas do ano. Vai perder? Presencial : https://www.abs-rs.com.br/curso-de-sommelier-presencial/ On line: https://www.abs-rs.com.br/curso-de-sommelier-online/ Jorge Aryas apresenta os rótulos aos convidados.
- Franciacorta, mudança climática e Erbamat: qual a relação?
Variedade autóctone é autorizada como alternativa para manter frescor dos famosos espumantes italianos, mitigando efeitos causados pela antecipação das safras Por Caroline Dani Professora e presidente da ABS-RS Franciacorta é uma região de referência para os espumantes no mundo localizada na Itália. É uma Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG) e as regras do consórcio que regula a indicação geográfica permitem a utilização de três uvas na elaboração: chardonnay, pinot noir e pinot blanco. E, como o restante do mundo, a região também está sofrendo em função das mudanças climáticas. A safra em Franciacorta tem acontecido de forma precoce antecipando o início da colheita em quase 15 dias. E, pensando em uma região onde o frescor e a acidez são essenciais para a produção de espumantes, este é um grande problema. Para mitigar o descompasso climático, o consórcio inseriu a possibilidade de uma nova uva. A erbamat é uma variedade autóctone local que passou a ser utilizada nos blends de Franciacorta mais recentemente. Fotos Caroline Dani Erbamat é uma uva branca, de maturação mais tardia, que possibilita a manutenção de acidez algo que tem sido um grande desafio para região. Originária da região central da Itália, é particularmente cultivada na região do Lácio. Com uma longa história no vinho italiano é usada principalmente na produção vinícola nas áreas de Castelli Romani e Frascati, que são denominadas Denominação de Origem Controlada (DOC). Conhecida por sua acidez fresca e aromas florais delicados, tornando-a adequada para a produção de vinhos brancos secos e refrescantes, tem ganhado mais atenção devido ao seu potencial para agregar complexidade e equilíbrio aos vinhos, especialmente quando usada em cortes com outras variedades. Apesar de não ser uma das uvas mais cultivadas no país, a Erbamat tem uma importância histórica e cultural na viticultura italiana. Seus sinônimos são albamatto, erbamatto e verdealbara e é mencionada no século XVI como uma das melhores castas da margem ocidental do Lago de Garda. Esta cepa de maturação tardia é resistente ao oídio e moderadamente resistente à botrítis. Produz vinhos brancos ácidos e aromáticos, com aromas florais e notas terrosas. É cultivado em pequenos povoamentos na Lombardia, onde é autorizada na zona Valtènesi DOC e na zona Franciacorta DOCG. É cultivada com o nome Verdealbara no município de Avio, no Trentino (Trentino-Alto Adige). Em 2016 foram registados apenas dois hectares de vinha (Kym Anderson) . Esta variedade foi trazida para os regulamentos de produção de Franciacorta por dois motivos principais: um desejo por maior identidade e diversificação do produto com base em um vínculo mais profundo com a área e a necessidade de mitigar os efeitos das mudanças climáticas em uvas de amadurecimento precoce, como Chardonnay e Pinots. A sexta emenda aos regulamentos de produção adicionou Erbamat às variedades de uva permitidas. A acidez pronunciada desta variedade é uma maneira dos produtores adicionarem um toque de entusiasmo ao vinho base sem revolucionar seu buquê, dada sua neutralidade aromática geral. No momento, ela pode representar no máximo 10% em todos os tipos, exceto Satèn. Animante - Franciacorta com as quatro variedades permitidas pelo consórcio da DOCG italiana A permissão da variedade se deu em 2018 e, hoje, somente a Vinícola Barone Pizzzini a apresenta em seus rótulos. O espumante Animat traz na sua composição 70% chardonnay, 13% de pinot nero, 10% pinot bianco e 7% erbamat, sendo o primeiro espumante que leva as quatro uvas permitidas no consórcio. É de classificação dosagio zero , tenho um tempo sobre as lias de 20 meses (chamado de affinamento , havendo uma exigência mínima de 18 meses pelo consórcio) e la sboccatura (o degorgment desse produto em 11/2024), tendo <1g de açúcar residual. A Vinícola gentilmente me presenteou com ele e, por ser um produto único, é claro que eu escolhi levá-lo para casa. Em breve farei uma bela harmonização e compartilharei o resultado. Barone Pizzini é uma das vinícolas vanguardas dessa região e seu diretor, Silvano Bresciani, é o presidente do consórcio de Franciacorta. Esta foi a primeira vinícola a receber a certificação Bio, dispondo também do certificado Vegan. Hoje com uma empresa totalmente voltada às questões sustentáveis, novamente mostra o seu papel de preocupação as mudanças climáticas, incluindo a Erbamat em seus produtos. Nas palavras de seu diretor: “Se o vinho é o produto agrícola que melhor evidencia as diferenças entre dois terrenos, é evidente que não é apenas uma questão de substância inorgânica, de pedras e de barro, que faz a diferença. Fizemos nosso, o grande ensinamento de Gino Girolomini, pai da agricultura biológica. Certa vez, ele disse que sentia pena de quem se tornou orgânico para ter produtos certificados. Faça orgânico porque, pelo pedaço de terra que você trabalha, você está tentando mudar o mundo” Quer saber mais? Acompanhem as novidades em nossos canais e, claro, em nossos cursos! Curso Vinhas e Vinhos da Itália Comemorando os 150 anos da imigração italiana no estado, a ABS-RS realiza o curso “Vinhas e Vinhos da Itália: Sabores e Saberes” , uma jornada sensorial e educativa pelo mundo de alguns dos vinhos mais renomados do mundo. O curso mescla aulas gravadas e, no dia 20 de setembro, haverá uma imersão presencial na qual os participantes terão a oportunidade de degustar 20 vinhos italianos icônicos, harmonizados com pratos típicos, em uma experiência inesquecível no Casarão dos Veronese, localizado no charmoso distrito de Otávio Rocha. A condução estará à cargo dos professores, Júlio César Kunz e Vinícius Santiago, certificados como Italian Wine Ambassadors pela Vinitaly International Academy . Os participantes ainda ganham aula bônus sobre espumantes italianos com a presidente da ABS-RS, Caroline Dani. Com uma abordagem aprofundada, o curso promove aprendizado sobre as variedades de uvas, técnicas de vinificação e os principais terroirs da Itália, além de explorar a conexão entre o vinho e a cultura do país. Com vagas limitadas, é ofertado com valor especial para associados da ABS-RS, opções de pagamento facilitadas e desconto para pagamento à vista ou grupos de amigos. Curso Vinhas e Vinhos da Itália: Sabores e Saberes Início: aulas disponibilizadas online Imersão presencial (aula, degustações e almoço harmonizado): 20 de setembro Local do encontro presencial: Casarão dos Veronese, no distrito de Otávio Rocha, em Flores da Cunha Valores: Sócios ABS-RS: 6 x R$457,00 ou R$2.497,00 à vista (com 5% de desconto) Público em geral: 6 x R$549,00 ou R$2.997,00 à vista (com 5% de desconto) Inscrições e mais informações: aqui ou pelo WhatsApp (54) 99972.0130
- Dia Nacional do Sommelier: profissão em destaque
Eventos buscam valorizar este profissional essencial para o setor do vinho e da gastronomia no Brasil. Confira quem prestigiou o Circuito de Degustação realizado pela ABS-RS e Boccati para celebrar essa data especial Montagem com fotos da ABS-RS Por Andreia Gentilini Diretora Financeira e professora da ABS-RS Celebrado em 29 de agosto, o Dia Nacional do Sommelier é uma oportunidade de reconhecer e valorizar a importância deste profissional na cadeia do vinho, da gastronomia e do enoturismo. Mais do que um especialista em servir, o sommelier é um mediador entre o universo do vinho e o consumidor . Com conhecimento técnico apurado, ele atua como guia de descobertas, capaz de indicar a melhor harmonização entre pratos e vinhos, transmitir a história de uma vinícola e traduzir, em linguagem acessível, a complexidade que existe dentro de cada taça. A profissão de sommelier exige preparo, sensibilidade e estudo contínuo . Ele é responsável por selecionar rótulos, compor cartas de vinhos, treinar equipes e garantir que o serviço seja impecável em restaurantes, hotéis e bares especializados. Além disso, muitos atuam em importadoras, vinícolas, distribuidoras e no enoturismo, reforçando sua relevância para todo o setor vitivinícola. Em um mundo em que o consumidor está cada vez mais curioso e exigente, o sommelier torna-se peça-chave para qualificar o atendimento e criar experiências diferenciadas. Dentro de restaurantes e espaços gastronômicos, sua presença agrega valor imediato ao serviço, elevando o padrão da casa e oferecendo ao cliente a segurança de contar com alguém que entende profundamente do assunto. Cada vez mais, empresários e gestores do setor compreendem que investir na contratação de sommeliers formados não é custo, mas sim um diferencial competitivo que fideliza clientes e enriquece a experiência à mesa. Papel do sommelier como educador Outro aspecto fundamental é o papel do sommelier como educador. Ele não apenas recomenda vinhos, mas também transmite cultura e conhecimento, estimulando o consumo consciente e o interesse por novas regiões produtoras e estilos de vinificação. Através de degustações orientadas, cursos e eventos, este profissional aproxima o público do universo do vinho, formando não apenas apreciadores mais informados, mas também despertando vocações para a carreira. É neste ponto que a formação especializada e de qualidade se torna indispensável para quem deseja ingressar ou se consolidar nessa área. Formação profissional A formação sólida é o caminho para o reconhecimento da profissão de sommelier. No Rio Grande do Sul, a Associação Brasileira de Sommeliers – seccional RS (ABS-RS) tem papel central nesse processo. Reconhecida como referência em ensino , a entidade oferece cursos de formação de sommeliers em modalidades presenciais e online, garantindo acessibilidade para profissionais e interessados de diferentes regiões. A entidade completa seus 10 anos de história e já formou mais de mil profissionais com aulas sobre viticultura, enologia, análise sensorial, harmonização, serviço, espumantes, vinhos do mundo e muito mais. Um curso completo que prepara não apenas para atuar, mas para transformar a relação com o vinho. Valorização e celebração Foto Martha Caus Caroline Dani, presidente da ABS-RS, e Júlio D' Agostini, proprietário da Boccati, brindam em homenagem ao Dia Nacional do Sommelier Para fortalecer e valorizar esse profissional tão importante, na última semana de agosto ocorreram no país ações articuladas pelas ABS Brasil alusivas ao Dia Nacional do Sommelier. No estado, a ABS-RS promoveu uma degustação técnica em Porto Alegre, no dia 25 de agosto, em parceria com a Vinhos do Mundo e, no dia 26, apoiou a masterclass online que discorreu sobre "O Case da Sommellerie Argentina”, com Matías Prezioso, vice-presidente da ASI. E a semana comemorativa foi encerrada com uma verdadeira celebração no dia 29 de agosto. Em parceria com a Boccati, em Caxias do Sul, mais de 250 pessoas participaram do Circuito de Degustação que disponibilizou mais de 40 rótulos e gastronomia farta com profissionais do setor, vinicultores e consumidores apaixonados por vinho. Confira na galeria abaixo, alguns registros do evento. Neste Dia Nacional do Sommelier, a reflexão vai além da celebração da data: trata-se de reconhecer a importância de um ofício que exige dedicação, estudo e paixão pelo vinho. A atuação de instituições como a ABS-RS, com sua excelência em formação e projetos de alcance estadual, mostra que o futuro da profissão passa pela educação e pela valorização. Afinal, o sommelier não é apenas o guardião da garrafa, mas o elo que conecta vinhos, histórias e pessoas. Fotos Divulgação Boccati












