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  • O que a queda no consumo de vinho nos Estados Unidos nos ensina

    Insights e provocações dos especialistas presentes no Wivi Central Cost, na Califórnia, expõem a redefinição do papel do vinho na vida contemporânea e sugerem estratégias para acompanhar essa mudança   Por Patrícia Binz, diretora ABS-RS Acervo Patricia Binz  Participar do Wivi Central Coast foi menos sobre acompanhar tendências e mais sobre observar um deslocamento muito claro na forma como o vinho se insere na vida contemporânea. Não se trata apenas de queda de consumo ou mudança geracional — trata-se de uma mudança de mentalidade, de sistema de valores, que está redefinindo o papel do vinho.   Um dos pontos mais provocativos veio da fala de Terry Stanley, jornalista americana especializada em comportamento de consumo e tendências de mercado, ao introduzir o conceito de optimization mode — um comportamento em que o consumidor passa a tratar o próprio corpo como um sistema a ser otimizado, tomando decisões baseadas em performance, longevidade e eficiência biológica. Quando quase 40% da Gen Z e Millennials operam dessa forma, o impacto não é marginal — é estrutural.   Esse movimento se materializa de forma muito concreta: ·   uso crescente de GLP-1 (medicações que reduzem o apetite e impactam o consumo de álcool), já presente em cerca de 12% da população americana ·      consumo orientado por proteína, colágeno e métricas de saúde ·      alimentação e bebidas tratadas como ferramentas funcionais ·      saúde assumindo um papel de status   Nesse contexto, o vinho entra em tensão direta. Ele não é funcional, não é previsível e não responde à lógica de otimização. Ele pertence ao campo do prazer, do ritual e da subjetividade — e talvez o desafio não seja competir com esse novo comportamento, mas entender como coexistir com ele.   Essa tensão aparece de forma complementar na fala de Shilah Salmon, vice-presidente sênior de marketing de marcas de luxo do portfólio da Duckhorn, ao abordar o conceito de less but better (menos porém melhor). Mais do que uma tendência, trata-se de um comportamento consolidado: as pessoas estão bebendo menos, mas com mais intenção e critério.   O “better” hoje está menos ligado à complexidade técnica e mais à coerência com o estilo de vida. Isso muda a lógica da indústria de forma bastante clara: sai o foco em escala e entra a necessidade de precisão. Sai o volume, entra o valor de longo prazo. E, principalmente, deixa de fazer sentido tentar falar com todo mundo. A ideia de “relevance over reach” (relevância acima de alcance) sintetiza bem isso.   Outro ponto importante foi a provocação sobre presença — estar onde as pessoas estão, como Nova York e Miami. Isso desloca o enoturismo de um lugar geográfico para um comportamento. Não é mais apenas sobre destino, mas sobre estar no contexto adequado para a sua marca.   E aqui aparece uma das reflexões mais importantes do evento: fomos nós que ensinamos que vinho era para ocasiões especiais. Hoje, essa narrativa limita o consumo cotidiano e abre espaço para substituições mais simples e mais integradas à rotina.   Na fala da Jess Druey, fundadora da Whiny Baby e consultora de inovação na Gallo, surge uma das leituras mais diretas sobre a desconexão entre indústria e consumidor. A partir da experiência de quem não entendia nada sobre vinho, ela evidência algo fundamental: o consumidor não se sente confortável ao se relacionar com a bebida e com os entendedores. Não por falta de interesse, mas por excesso de barreira:   ·      o vinho pressupõe conhecimento prévio ·      a linguagem técnica cria distância ·      a experiência pode gerar insegurança   A mudança proposta é simples, mas profunda: não se trata de explicar melhor o vinho, mas de redesenhar a experiência. Nem todos querem se tornar entendedores do vinho.    Isso significa reduzir fricção, permitir escolhas sem julgamento e criar conexões mais imediatas. Ao mesmo tempo, há uma busca crescente por pertencimento, por comunidade e por experiências tangíveis — especialmente em um contexto de fadiga digital.   A análise de Eric Asimov, principal crítico de vinhos do The New York Times, amplia esse cenário ao evidenciar uma polarização no consumo. De um lado, um público fiel ao vinho; de outro, um consumidor altamente aberto à substituição.   Esse segundo grupo decide de forma pragmática — por aroma, preço e facilidade — colocando o vinho em concorrência direta com seltzers (bebidas leves e aromatizadas) e coquetéis. Há também uma questão importante de percepção: cerca de 35% das pessoas acreditam que vinho tem mais açúcar que outras bebidas. Soma-se a isso o fato de que o preço já não garante valor percebido, e temos um cenário onde a lógica tradicional deixa de funcionar.   Talvez por isso a educação formal do vinho esteja perdendo eficiência. O consumidor não quer necessariamente aprender — quer se sentir incluído. E isso se conecta com uma provocação muito clara: precisamos de mais vinhos para dias normais, não apenas vinhos icônicos.   Wine Clubs como plataformas de relacionamento   Essa mudança de lógica aparece de forma muito evidente nas discussões sobre DTC (Direct-to-Consumer, venda direta ao consumidor), especialmente nos modelos de Wine Clubs (clubes de assinatura de vinhos). Para as vinícolas americanas, o wine club deixa de ser apenas um canal de venda e passa a ser uma plataforma de relacionamento.   Os dados apresentados mostram um movimento consistente: ·      contato humano (ligações) pode dobrar vendas ·      cerca de 10% dos cancelamentos retornam com interação direta ·  clubes mantêm ou reduzem volume, mas aumentam valor e engajamento   Mas o ponto mais relevante não está apenas nos números — está na estrutura. Flexibilidade se torna central. Permitir pausar, pular ou ajustar envios aumenta conversão não necessariamente porque o consumidor usa essas opções, mas porque ele sabe que pode usar. A percepção de controle passa a ser mais importante do que a obrigatoriedade. Isso se conecta diretamente com o comportamento da Gen Z, que valoriza autonomia e rejeita modelos rígidos.   Além disso, há uma mudança importante na construção desses clubes: eles passam a ser estruturados a partir da experiência de tasting (degustação), e não apenas do produto. A relação começa na experiência e se desenvolve a partir dela, com uso de dados e personalização contínua.   Por fim, uma mesa para degustação guiada por meio de uma discussão sobre agricultura regenerativa foi iniciada, com pontos levantados por Jordon Lonborg, consultor em agricultura regenerativa, adiciona uma camada importante ao debate. Não se trata mais apenas de sustentabilidade como discurso, mas de regeneração como sistema. Ou seja, práticas agrícolas passam a influenciar diretamente a experiência do consumidor, abrindo espaço para narrativas mais consistentes e menos superficiais.   Ao integrar todas essas discussões, o que fica evidente é que o vinho não está sendo rejeitado — ele está sendo reinterpretado. E isso tem implicações diretas para o desenvolvimento de produtos, vendas e enoturismo.   Relevância do enoturismo   Se o consumidor busca controle, bem-estar e experiências com significado, o vinho e tudo o que o envolve, deixa de ser apenas consumo, degustação ou visita, e passa a ocupar um espaço muito mais estratégico: ·      como ponto de reconexão emocional  ·      como experiência que equilibra prazer e consciência ·      como meio social ·      o enoturismo como ambiente de aprendizado leve, sem pressão ·      o enoturismo como espaço de convivência (família, amigos, diferentes gerações)   Ao mesmo tempo, surgem algumas provocações importantes: o enoturismo está sendo desenhado para o consumidor de hoje — ou para o consumidor de 15 anos atrás?   Porque, dentro desse novo contexto, experiências mais relevantes tendem a ser aquelas que: ·      reduzem a sensação de intimidação ·      integram o vinho ao lifestyle (e não apenas a momentos especiais) ·      criam memórias tangíveis e compartilháveis ·      permitem liberdade de escolha, em vez de roteiros engessados   Talvez o maior papel dos produtores e suas equipes agora seja exatamente esse: traduzir o vinho para a vida contemporânea. Não como algo que exige conhecimento, mas como algo que pode ser vivido.   O que o Brasil tem a aprender?   Ao olhar para esse cenário a partir do Brasil, a leitura se torna ainda mais interessante. Diferente dos Estados Unidos, o consumo de vinho por aqui ainda não entrou em uma queda estrutural — pelo contrário, vem se expandindo e ganhando relevância nos últimos anos. Mas isso não significa que estamos em um caminho completamente distinto.   Em muitos aspectos, ainda estamos em um estágio anterior de maturidade de mercado. E é justamente por isso que o que acontece hoje nos Estados Unidos merece atenção — não como uma previsão inevitável, mas como um possível desdobramento de comportamento.   Para o vinho brasileiro e para o enoturismo, isso abre uma oportunidade estratégica clara: não esperar a desaceleração para reagir, mas antecipar esse movimento, redesenhando experiências, reduzindo barreiras e aproximando o vinho do cotidiano. Se o Brasil ainda cresce, talvez seja exatamente o momento de evoluir o modelo — talvez seja bom aprendermos sem precisar cair antes.

  • Experts da ABS-RS realizam workshop gratuito sobre espumantes

    Cecilia O. Tommasini/Pexels Com duração de três dias e emissão de certificado, conteúdo abordará aspectos produtivos e estratégias de mercado para imergir na categoria que mais cresce em consumo e que se tornou o cartão de visita da produção brasileira O lendário Steven Spurrier, especialista britânico que na década de 70 redefiniu o mapa global da produção de vinho declarou em passagem pelo país que “os brasileiros não precisam beber Champagne, pois já tem o seu próprio espumante”, chancelando a qualidade e a liderança da produção nacional e dando seu aval ao nosso cartão de visitas no cenário internacional.  Pois o estilo de vinho que mais cresce em consumo no planeta conta no Brasil com um público fiel. Os espumantes têm preferência nacional, seja por oferecer um consumo mais descontraído ou pela alta qualidade da produção local. Entretanto, para entender este fenômeno, não basta olhar para dentro. O sucesso das borbulhas no mercado doméstico se inspira em alguns dos rótulos mais cultuados no mundo. Para desvendar esse movimento, a seção gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS) realiza, entre os dias 27 e 29 de abril , o Workshop Rota das Borbulhas, com aulas online transmitidas pelo YouTube. O evento será gratuito e voltado a todos os que desejam entender com profundidade as referências do que há em suas taças ou traçar estratégias de negócios envolvendo os espumantes.  As aulas estarão sob o comando dos experts Vinicius Santiago, Andreia Gentilini e Caroline Dani , docentes da ABS-RS com vasta experiência tanto da parte produtiva como dos aspectos mercadológicos de vinhos e espumantes, com atuação no mercado interno e internacional. Organizado em três encontros de duração aproximada de uma hora cada, o workshop terá abordagens diferentes em cada etapa para melhor compreensão desse símbolo de celebração e elegância.  A primeira aula será aberta ao público , e as subsequentes serão liberadas apenas aos participantes inscritos no curso. As vagas são limitadas e o cadastro deve ser feito no site da ABS-RS , com emissão de certificado digital para os alunos matriculados. SERVIÇO: WORKSHOP ROTA DAS BORBULHAS Quando:  dias 27, 28 e 29 de abril Horário:  das 19h às 20h Formato:  online, pelo canal da ABS-RS no Youtube Inscrições:  gratuitas, porém com matrícula obrigatória para acesso a todo o curso pelo site da ABS-RS, aqui. Informações : (54) 9972.0130 Programação 27 de abril - Degustação, serviço, mercado e a arte da escolha certa  Professor: Vinícius Santiago Um panorama da categoria abordando os fundamentos dos espumantes com guia para compreensão das opções mais adequadas de taças aos estilos com maior apelo atualmente no mercado.  28 de abril - Padrão ouro: o que Champagne faz pra se manter no topo  Professora: Andreia Gentilini Referência máxima de qualidade no segmento desde o Século 18, Champagne tem diferenciais que vão muito além do terroir. Um encontro para entender as estratégias que tornam essas borbulhas tão únicas e o que podemos aprender com elas. 29 de abril - Espumantes italianos: segredos do maior produtor mundial Professora:  Caroline Dani A diversidade é um dos trunfos dos espumantes italianos. O país abriga ícones de qualidade ao mesmo tempo em que é conhecido por bebidas amigáveis e acessíveis. Nesta aula, desbrave o catálogo de borbulhas da Itália e aprenda como cada um se posiciona no mercado.

  • Alemanha muda classificação de vinhos a partir de 2026

    Mudança inicia com vinhos da safra deste ano e reforça a importância da origem como critério de qualidade e se alinha ao modelo europeu Foto Martha Caus   Por Etienne Carvalho, https://vinhosporetienne.com.br/destaquesdoblog/alemanha-muda-classificacao-de-vinhos-a-partir-de-2026/   A Alemanha passará a adotar, a partir da safra de 2026, uma nova legislação para a classificação de vinhos, colocando a origem geográfica como eixo central do sistema. A mudança aproxima o país do modelo europeu baseado nas categorias de Indicação Geográfica Protegida (IGP) e Denominação de Origem Protegida (DOP), mas não elimina a complexidade já conhecida do vinho alemão.   Pelas novas regras, quanto mais específica for a origem indicada no rótulo, maior será o nível de exigência na produção. Nesse contexto, os vinhos classificados como Qualitätswein, que representam grande parte da produção do país, passam a integrar a categoria DOP.   A nova legislação também estabelece uma hierarquia baseada na origem. Os Qualitätswein passam a ser organizados em níveis que vão de Anbaugebiet, que representa uma região ampla, até Lagenwein, destinado a vinhos de vinhedos específicos, passando ainda por categorias intermediárias como Region e Ortswein. Uma mudança importante é a retirada da categoria Grosslage, frequentemente associada à falta de clareza, substituída pela designação “Region”.   Nos vinhos de maior especificidade, a classificação passa a incluir os termos Einzellage, Erste Gewächs (1G) e Grosses Gewächs (GG). Tradicionalmente ligados à associação privada VDP, esses termos passam agora a integrar o sistema oficial, ampliando seu uso no mercado.   Os vinhos classificados como 1G e GG deverão seguir critérios mais rigorosos, como colheita manual, estilo seco, controle de rendimento, teor alcoólico mínimo e tempo mínimo de envelhecimento. Além disso, essas categorias não poderão ser associadas às classificações de Prädikat, como Kabinett e Spätlese, que continuam existindo, mas fora desse nível da hierarquia.   Outro ponto relevante é o fortalecimento das Schutzgemeinschaften, associações regionais que passam a ter maior autonomia para definir regras adicionais dentro de suas áreas. Na prática, parte das decisões deixa de ser centralizada e passa a ter maior influência regional.   A incorporação dos termos 1G e GG ao sistema oficial, no entanto, já gera debate no setor. Há preocupações de que, fora do controle mais rígido da VDP, essas designações possam perder parte de seu prestígio.   Com a mudança, a Alemanha reforça a importância da origem como critério de qualidade e se alinha ao modelo europeu. Ainda assim, a leitura dos rótulos segue exigindo atenção, mantendo a reputação do país como um dos sistemas mais complexos, e ao mesmo tempo mais fascinantes, do mundo do vinho.

  • Cinco razões para conhecer a Vinitaly

    Uma das grandes feiras internacionais inicia domingo, em Verona. Além de conferir as tendências globais e imergir nos vinhos italianos, a feira proporciona networking profissional e enriquecimento cultural   Divulgação Veronafiere Por Vinícius Santiago , professor da ABS-RS   A Vinitaly é uma das mais prestigiadas feiras internacionais de vinhos e destilados, realizada anualmente em Verona, Itália. O evento inicia no próximo domingo, dia12, com duração até quarta, dia 15 de abril, reunindo produtores, compradores, técnicos, mídia e líderes de opinião do setor. Para sommeliers, a Vinitaly oferece uma oportunidade incomparável de aprofundar conhecimentos, estabelecer conexões profissionais e vivenciar as últimas tendências do mundo do vinho.   1. Interação direta com produtores de renome A Vinitaly reúne expositores de todas as regiões produtoras da Itália e alguns produtores de outros países, permitindo que sommeliers interajam diretamente com produtores renomados, conheçam suas histórias, filosofias e métodos de produção, enriquecendo a compreensão sobre a diversidade vitivinícola italiana e global.   2. Participação em degustações temáticas e masterclasses O evento oferece uma variedade de degustações temáticas e masterclasses conduzidas por especialistas, proporcionando aos sommeliers a chance de aprimorar suas habilidades sensoriais e aprofundar conhecimentos sobre diferentes estilos de vinhos e tendências do mercado, além de se aprofundar em estilos de vinhos e terroirs específicos.   3. Acesso a inovações tecnológicas no setor Paralelamente à Vinitaly, ocorre a Enolitech, exposição internacional de tecnologias inovadoras aplicadas às cadeias produtivas de vinho, cerveja e azeite. Isso permite que os sommeliers conheçam as últimas inovações tecnológicas que estão moldando o futuro da produção e comercialização de vinhos. Montagem com fotos Il país, Vinitaly e Julio César Kunz   4. Networking com profissionais e formadores de opinião A feira atrai profissionais de toda a cadeia produtiva do vinho, incluindo compradores, técnicos, mídia e formadores de opinião, oferecendo aos sommeliers a oportunidade de expandir sua rede de contatos e trocar experiências com especialistas do setor.   5. Imersão cultural na cidade de Verona Além das atividades da feira, os sommeliers podem participar do "Vinitaly and the City", evento paralelo que oferece degustações, encontros e eventos no centro histórico de Verona, cidade reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO, proporcionando uma imersão cultural única.   Participar da Vinitaly oferece aos sommeliers uma experiência abrangente, combinando aprendizado prático, acesso a inovações, networking profissional e enriquecimento cultural, elementos essenciais para a formação de um profissional completo e atualizado com as tendências do mercado global de vinhos.

  • Maio com a sommellerie em alta com eventos da ABS-RS

    Concurso Melhor Sommelier do RS, Certificação PIN Verde Amarelo e 6ª Jornada do Sommelier ocorrerão em paralelo à Wine South America. Não fique de fora!   Mês de maio cheio de programações interessantíssimas promovidas pela Associação Brasileira de Sommeliers no Rio Grande do Sul (ABS-RS). Com dois eventos realizados em parceria com a Wine South America há pelo menos quatro diferentes atividades direcionadas a quem quer saber mais sobre vinho, seja para adquirir conhecimentos básicos, seja para aprimoramento profissional: Certificação Nacional de Sommelier Pin Verde Amarelo, Concurso Melhor Sommelier do RS 2026, Jornada do Sommelier e Masterclasses ABS-RS.   "A ABS-RS é um hub de conhecimento sobre vinho. Temos profissionais qualificados com as mais diferentes expertises,  experiências de vida e carreira", diz Caroline Dani, "e um dos nossos objetivos é passar estes conhecimentos para os alunos", complementa a presidente de ABS-RS.   Pela segunda vez a ABS-RS realizará no Rio Grande do Sul o PIN Verde Amarelo, certificação que traz reconhecimento nacional, com a chancela da ABS Brasil. Para buscar esse atestado de expertise na sommellerie , os interessados precisam passar por prova teórica e prática, realizadas nos dias 11 e 12 de maio, em Bento Gonçalves (RS). Em 2025, os sommeliers Bruno Sias, Lucas Uliana e Luis Gustavo Buske conquistaram este destaque.   Na sequência, dias 11 e 13 de maio, também passando por prova teórica e prática, serão feitas as disputas para escolher o Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul. Apenas os três melhores resultados no exame teórico passam para a final, onde uma série de provas práticas com degustação às cegas, identificação de bebidas em taças negras, análise de cardápios e demonstração de conhecimentos em harmonização de pratos e o serviço impecável de vinhos e espumantes, revelará o vencedor. Em 2025, Lucas Uliana ficou com o primeiro lugar, sendo o mais jovem profissional a conquistar o título nos concursos estaduais promovidos pelas ABSs no Brasil.   No dia 14, pela manhã, em programação paralela a Wine South America, os pavilhões da Fundaparque darão lugar à Jornada do Sommelier, que terá como tema um assunto que tem mobilizado a atenção do setor produtivo vitivinícola em dois blocos comerciais de grande relevância nesse segmento: : o acordo Mercosul e União Europeia.   Além disso, durante os três dias da WSA, estarão sendo realizadas diariamente quatro diferentes Masterclasses no espaço exclusivo da ABS-RS na feira, totalizando 12 oportunidades para aprofundar conhecimentos sobre regiões produtoras, estilos de vinhos e degustar as novidades desse universo. As aulas serão conduzidas pelos professores da ABS-RS tendo também a participação de convidados especiais.   A Certificação Nacional PIN Verde Amarelo e o Concurso de Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul estão com as inscrições abertas até o dia 4 de maio, no site da ABS-RS ( www.absrs.com.br , no menu eventos). Para a 6ª. Jornada do Sommelier os ingressos podem ser adquiridos no site da Wine South America ( www.winesa.com ), na aba programação, até 9 de maio. Sócios da ABS-RS têm desconto de 50% no ingresso da feira e, devido ao espaço ter limite de participantes, é obrigatório realizar a inscrição para ter acesso ao auditório onde será realizada a jornada.   SERVIÇO O que:  Certificação Nacional de Sommelier Profissional PIN Verde Amarelo, Concurso Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul, Jornada do Sommelier e Masterclasses na WSA Quando:  entre 11 e 14 de maio Onde:  Bento Gonçalves, nos pavilhões da Fenavinho   Quanto: Certificação Nacional de Sommelier Profissional PIN Verde Amarelo: R$ 150 sócio | R$ 200 não sócio Inscrições:  no site da ABS-RS - www.absrs.com.br/pinverdeamarelo   Concurso Melhor Sommelier do RS 2026: R$ 50 sócio | R$ 100 não sócio Inscrições:  no site da ABS-RS www.absrs.com.br/concursomelhorsommelier   6ª Jornada do Sommelier – O mercado de vinhos e a sommellerie brasileira diante do acordo Mercosul-EU: A partir de R$ 500, incluindo o acesso à WSA Ingressos:  no site da ABS-RS e da Wine South America https://www.absrs.com.br/jornada-sommelier   Informações para interessados: (54) 9972-0130   Assessoria de imprensa @navecomunica     Lucia Porto (51) 99113-6027 I lucia@navecomunica.com.br

  • Professores da ABS-RS conduzem Masterclasses na WSA 2026 

    Serão quatro aulas por dia, com vagas limitadas, abrangendo territórios, técnicas de degustação e de produção com profissionais referência na sommellerie  Fotos Cesar Silvestro A ABS-RS responde pela curadoria do espaço educacional da Wine South America, com realização diária de Masterclasses para os participantes da feira A Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS) assina novamente a curadoria do Espaço Masterclass na Wine South America 2026, reafirmando seu compromisso com a qualificação profissional e o desenvolvimento do mercado do vinho. Ao longo dos três dias de evento, a programação reúne especialistas abordando temas estratégicos do universo vitivinícola, com foco na formação de profissionais mais preparados para atuar na comercialização e na comunicação do produto junto ao consumidor. A cada dia serão ministrados quatro temas , com duração aproximada de uma hora, totalizando 12 diferentes Masterclasses, contando com parceiros internacionais e professores convidados de outras regiões do Brasil. Com conteúdos que equilibram técnica, mercado e análise sensorial, as Masterclasses exploram desde regiões e estilos internacionais até a diversidade e identidade do vinho brasileiro. A proposta é proporcionar uma visão aprofundada e aplicada, contribuindo para a valorização do setor e o fortalecimento da cadeia produtiva. Reconhecida como uma das principais instituições formadoras de sommeliers do país, a ABS-RS desempenha papel fundamental na capacitação de profissionais e na promoção da cultura do vinho no Brasil. E as Masterclasses proporcionam um espaço de troca qualificada, alinhado ao posicionamento da Wine South America como uma das mais relevantes plataformas de negócios do setor na América Latina. As vagas são limitadas a 30 participantes e os ingressos podem ser adquiridos no site do evento ( www.winesa.com.br ), no menu MASTERCLASSES ABS-RS , em Programação. Para associados da ABS-RS o valor é de R$ 20 por tema e, para não-sócios, R$ 40. Os participantes devem estar no local da aula 10 minutos antes do início da aula. No caso de abstenções, as vagas remanescentes serão destinadas aos interessados presentes na fila de espera. MASTERCLASSES ABS-RS NA WINE SOUTH AMERICA Data:  12, 13 e 14 de maio Inscrições:   www.winesa.com.br , em MASTERCLASSES ABS-RS , dentro da aba Programação. Os participantes devem estar no local da aula 10 minutos antes do início da aula. No caso de abstenções, as vagas remanescentes serão destinadas aos interessados que estiverem presentes na fila de espera. Valores:  Sócios ABS-RS: R$ 20 / Público em geral: R$ 40 Programação: Terça-feira – 12 de maio Horário Tema Professor(a) 13h30 às 14h30 Elegância, território e identidade do vinho italiano Maurício Roloff 15h15 às 16h15 Imersão sensorial no vinho: como a atenção transforma a percepção Patrícia Binz 16h30 às 17h30 "Quem nunca viu Lisboa, nunca viu coisa boa" – Vinhos e outras delícias da capital portuguesa Vinícius Santiago 17h45 às 18h45 Do Syrah ao Malbec: quais os diferenciais da capital do Brasil Caroline Dani   Quarta-feira – 13 de maio 13h30 às 14h30 Friuli Venezia Giulia: uma viagem sensorial por estilos Júlio César Kunz 15h15 às 16h15 Carreira no vinho: formações e rótulos essenciais Patrícia Binz 16h30 às 17h30 Sul da Itália – autenticidade e oportunidade de mercado Júlio César Kunz 17h45 às 18h45 O protagonismo da Chardonnay no Vale dos Vinhedos Maurício Roloff   Quinta-feira – 14 de maio 13h30 às 14h30 A personalidade cultural e sensorial dos vinhos de Caxias do Sul Martha Caus 15h15 às 16h15 Novos sotaques e as diferentes identidades do vinho brasileiro Martha Caus e professores ABSs GO e de MG 16h30 às 17h30 A Itália de norte a sul: a variedade do seu território e suas diferentes expressões Caroline Dani 17h45 às 18h45 Identidade uva: reconhecendo varietais Vinícius Santiago   Sobre a Wine South America A Wine South America será realizada de 12 a 14 de maio de 2025, na Serra Gaúcha, em Bento Gonçalves, conhecida como a capital brasileira da uva e do vinho. A WSA reunirá em único ambiente mais de 360 marcas nacionais e internacionais, oferecendo um amplo espaço para a realização de grandes negócios dentro de toda a cadeia vitivinícola. A Wine South America é ideal para estreitar relacionamentos e ver de perto a maior concentração de vinhos da América Latina.

  • As bebidas alcoólicas que te denunciam como "novo rico"

    A preferência por certas cervejas, vinhos e destilados pode te identificar como um "novo-rico", segundo uma renomada especialista em etiqueta. Sua bebida favorita está na lista? Depositphotos   Por Sarah Neish, para Drink Business https://www.thedrinksbusiness.com/2026/02/the-alcoholic-drinks-that-expose-you-as-new-money/?utm_source=The+Drinks+Business+List&utm_campaign=6e09ffef9cEMAIL_CAMPAIGN_2026_02_20_02_46&utm_medium=email&utm_term=0_bdf1a83925-6e09ffef9c-1433357310   A especialista em etiqueta e boas maneiras, Laura Windsor, atuou como "consultora de confiança de diversas famílias reais internacionais, celebridades de alto nível, residências particulares e empresas globais", oferecendo orientação sobre protocolo à mesa e apresentação pessoal, principalmente sobre como transmitir elegância, postura e confiança em todos os momentos.   Windsor, que fundou a Laura Windsor Etiquette Academy em 2017, enfatiza a importância da postura e, de acordo com seu site, acredita que há uma distinção entre parecer elegante e ser elegante. "Se você conseguir combinar esses dois elementos", diz ela, "terá a fórmula do sucesso".   Essa fórmula pode se estender à escolha de bebidas, com Windsor declarando ao Daily Mail que algumas bebidas alcoólicas sinalizam um "bebedor novo-rico". O dicionário Oxford define "novo rico" como "uma pessoa que adquiriu riqueza recentemente e a exibe de maneira, muitas vezes depreciativa, vulgar ou ostentosa, geralmente sem a elegância social ou a origem social associadas ao dinheiro herdado ('antigo')".   Windsor detalhou as categorias e marcas de bebidas que aparentemente gritam "novo rico", listadas abaixo. Isso não reflete a opinião da indústria de bebidas. Vinho de gama média Segundo Windsor, se uma pessoa compra um vinho de gama média – "não o vinho barato de £6 (embora possa ser melhor) ou o um pouco caro de £20" – acende um farol de 3 metros de altura indicando ao mundo seu "status de novo rico". Isso porque, segundo ela, mostra que "você realmente não sabe nada sobre vinho".   Os consumidores que compram vinhos de preço médio geralmente sabem que existe um aplicativo de vinhos "pronto para salvá-los", o que os faz sentir "de repente confiantes o suficiente para discutir a variedade da uva, a mineralidade do vinho e com quais batatas fritas saborizadas seu vinho harmoniza melhor", acrescentou Windsor.   A especialista em etiqueta revelou ainda que, se o seu vinho de gama média for orgânico, isso sugere que você automaticamente opta por orgânicos "porque está convencido de que são mais saudáveis". Fim da discussão”, em oposição a “como resultado de uma decisão informada sobre a viticultura e a consequente qualidade do vinho”.   Prosecco O vinho espumante italiano também foi alvo de críticas da especialista em etiqueta. “É sempre um Prosecco no brunch porque você quer mostrar que está sempre bebendo ‘espumante’, deixando a palavra pairar no ar tempo suficiente para que as pessoas assumam que é champanhe”, ironizou Windsor.   “As classes mais altas podem torcer o nariz, mas para seus colegas novos-ricos, espumante é espumante, servido em uma taça flute, o que destaca adequadamente seu novo status social.” Depositphotos   Vodca e gim aromatizados Windsor acredita que optar por qualquer coisa além de bebidas destiladas comuns sinaliza sua classe social. “A boa e velha vodca não é boa o suficiente [para os novos-ricos] a menos que seja aromatizada com baunilha ou lichia. Você categoricamente torce o nariz para as bebidas baratas e sem graça”, disse ela.   “Afinal, por que optar por algo que tem gosto de… vodca, quando poderia ter gosto de status social e algo botânico ou tropical?” A especialista em etiqueta acrescentou que “ser ‘nouveau’ significa acompanhar o seu vizinho ‘nouveau’ e nunca perder a compostura. Isso muitas vezes significa gastar muito em marcas de bebidas alcoólicas sofisticadas, como Ciroc, mesmo que você não seja fã”.   Aparentemente, isso também se aplica ao gim rosa. “Um gim Gordon’s rosa com limonada sinaliza seu novo status, deixando os outros se perguntando o que você possui que eles não têm. Afinal, tudo se resume a projetar sua personalidade por meio de suas associações”, acrescentou.   E nem a faça falar sobre bebidas com flocos de ouro. “A vida agitada merece um toque de glamour”, disse ela sarcasticamente. “Que melhor maneira de comemorar do que com bebidas que brilham com glitter ou cintilam com flocos de ouro? Quando tudo está melhorando, seu copo precisa refletir isso.”   IPAs Quando se trata de cerveja, o guru da etiqueta revelou que os consumidores "novos ricos" "não tocam nas ales ou stouts mais tradicionais – tudo gira em torno das IPAs, que custam pelo menos £5 por caneca. Qualquer coisa que envolva a palavra 'tradicional' simplesmente não faz parte do seu vocabulário. "Se não soar moderno, artesanal, de edição limitada ou tiver um nome propositalmente obscuro, você simplesmente não está interessado."   Dirty Martinis e Aperol Spritz Pedir um martini com azeitonas em um bar de coquetéis indica que "você quer ser visto como alguém que sabe do que está falando, mesmo que não tenha a menor ideia e tenha aprendido isso em algum reality show obscuro", disse Windsor. "Você quer causar alvoroço porque ser chamativo, ousado e moderno fica ótimo nas redes sociais...   Afinal, agora que você conquistou seu novo status, tudo se resume a ser visto no cenário certo, com a luz certa, sob o filtro certo." O alegre Aperol Spritz também atraiu o desdém de Windsor. De acordo com a Rainha da etiqueta, se você pedir um spritz desses, é improvável que seja "um grande fã do amargo Aperol, mas precisa tirar uma foto para o Instagram. Não é o sabor que importa; o que importa é ser visto com a bebida certa. Às vezes, parecer 'de alto status' é uma questão de sacrifício", afirmou ela.   Doses de tequila As bebidas destiladas também não escaparam do julgamento. "Se você tem mais de 21 anos, pedir uma rodada de doses de tequila é 'coisa de gente rica', ao contrário dos nossos colegas americanos, que sempre parecem descolados quando fazem isso", afirmou ela.   Holly Ramsay e Adam Peaty claramente discordam, tendo presenteado seus convidados de casamento com garrafas de tequila de £190 após a cerimônia em dezembro, que teve cobertura exclusiva da revista Hello. As estrelas de Hollywood Matthew McConaughey e Eva Longoria também podem ter algo a dizer sobre as opiniões de Windsor, visto que McConaughey lançou sua tequila Pantalones no mercado do Reino Unido através da rede de supermercados Waitrose no final do ano passado, e Longoria recebeu o prêmio "Eagle in Flight" do Conselho Regulador da Tequila pelo trabalho que realizou para "honrar a cultura mexicana".

  • Serra Gaúcha investe em clones próprios para fortalecer identidade do vinho brasileiro

    Embrapa Uva e Vinho, com o apoio do Consevitis-RS, busca variações que apresentem estabilidade, qualidade, adaptabilidade e sanidade montagem com fotos de divulgação Embrapa Uva e Vinho Sangiovese e semillon são dois dos 135 clones de 59 variedades em fase de avaliação pelo Seleclone   Com o objetivo de fortalecer a identidade vitivinícola da Serra Gaúcha e ampliar alternativas ao material introduzido de programas europeus, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Uva e Vinho), desenvolve o Projeto Seleclone , contando com apoio do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) nos últimos dois anos. A iniciativa já contabiliza cerca de 135 clones de 59 variedades viníferas em estudo , sendo 14 materiais atualmente em fase final de validação e dois já encaminhados para registro, consolidando um avanço na construção de alternativas genéticas adaptadas ao terroir local.   As demandas que buscam ser atendidas pelo Programa de Seleção Clonal são a falta de recomendações técnicas para a região da Serra Gaúcha dos clones comerciais introduzidos de programas europeus, bem como a busca por alternativas de novos clones selecionados nas condições locais. Dessa forma, o objetivo principal é prospectar, avaliar e selecionar clones de variedades viníferas com características agronômicas e atributos de interesse comercial para disponibilização ao setor vitivinícola.   De acordo com dados de 2025 do Sistema de Informações da Área de Vinhos e Bebidas (SIVIBE) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA-MAPA), atualmente mais de 2 mil vitivinicultores produzem uvas de cultivares Vitis vinifera no Rio Grande do Sul, as quais geralmente são utilizadas para processamento, tendo como destino a elaboração de vinhos finos. A área de cultivo correspondente a estes produtores gaúchos é cerca de 6.500 hectares, o que demonstra o potencial de impacto do Projeto Seleclone.   Desde 2015, ano em que o projeto começou a ser desenvolvido, o valor total de recursos investidos pela Embrapa no Projeto Seleclone, até 2025, foi de mais de R$ 928 mil reais. O Consevitis-RS contribuiu com o somatório de R$ 52 mil nos anos de 2024 e 2025, para compra de equipamentos, insumos agrícolas e de microvinificação.   Para o presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebelatto, é fundamental que o Instituto esteja atuando nas atividades e pesquisas que são desenvolvidas. “Pela nossa representação, devemos acompanhar o que acontece no setor e planejar de forma conjunta com as instituições e entidades o que precisamos executar. Trabalhar variedades alinhadas com o que o setor necessita é fundamental, pois busca trazer e valorizar a identidade e a qualidade. Podermos ter nossas variedades faz com que possamos trabalhar mais forte aspectos como o terroir e técnicas locais, entre outros tão importantes fatores”, pontua.   Conforme o pesquisador da Embrapa Léo Carson, o Projeto Seleclone pode trazer novas opções de cultivares importantes para a região da Serra Gaúcha em alternativa a clones importados, que em muitos casos não foram previamente testados em solos da Serra Gaúcha. O programa também acompanha e avalia  opções de variações espontâneas ocorridas no ambiente local (mutações) na maioria das vezes selecionadas pelo próprio produtor, que observou nestas pequenas variações alguma característica de interesse ou algum diferencial em relação ao material original.   “Além disso, somado à seleção clonal, é exercida a limpeza sanitária dos materiais, que busca disponibilizar clones livres dos principais vírus que acometem a videira, sendo um dos focos principais do projeto. Por fim, o produtor terá novas alternativas de clones disponíveis no mercado, sem a necessidade de importação, com informações técnicas obtidas via pesquisa no nosso ambiente, em relação a solo e clima, e com qualidade sanitária garantida pela Embrapa”, ressalta Carson.   Conheça o projeto Seleclone Com início em 2015, o projeto articulado com as associações de produtores ligadas às Indicações Geográficas (IG) da Serra Gaúcha - Aprovale (Vale dos Vinhedos), Apromontes (Flores da Cunha e Nova Pádua), Aprobelo (Monte Belo do Sul) e Asprovinho (Pinto Bandeira). Em vista de solucionar as demandas citadas, o projeto atua a partir de duas ações principais: gerar recomendações para clones comerciais de variedades viníferas introduzidos da Europa e selecionar novos clones de variedades viníferas para as condições ambientais locais.   O método de Seleção Clonal consiste no progresso genético dentro do próprio material em uso e já consolidado, ou seja, trata-se da prospecção e seleção de plantas portadoras de variações para características de interesse em cultivares já existentes. O foco, dessa forma, não é obter uma nova variedade, mas, sim, obter um novo clone de uma variedade já comercial que possua algum diferencial ou alguma variação em relação ao material original.   Essas variações em grande parte estão associadas a mutações genéticas que geralmente são encontradas com maior probabilidade em vinhedos comerciais antigos. Para além da seleção genética, trata-se também de uma seleção sanitária. Dessa forma, busca-se fornecer ao setor materiais com variações para características importantes, além de possuírem elevada sanidade, item indispensável.   Assim, o projeto busca selecionar clones que apresentem: estabilidade de produção, com bom desempenho produtivo e que mantenham uma regularidade entre safras; qualidade em termos de potencial enológico e tipicidade; adaptabilidade, que apresentem adaptações às diferentes regiões vitivinícolas do Brasil, incluindo regiões emergentes; e sanidade, livres dos principais vírus que acometem a videira.   O programa possui as seguintes etapas: 1ª etapa - Prospecção: realiza-se a busca e coleta de potenciais novos clones em articulação com o setor produtivo. 2ª etapa - Avaliação e Seleção:  verifica-se a estabilidade da variação (mutação) e/ou sanidade, o desempenho agronômico e a qualidade enológica por no mínimo quatro safras. 3ª etapa - Validação:  a avaliação na área experimental da Embrapa é suficiente para validação. Para recomendação em outras regiões, se faz necessária a validação do material no local a ser recomendado. 4ª etapa - Registro e Lançamento do Clone:  a partir do interesse comercial, faz-se  o registro do clone, o lançamento no mercado e a disponibilização via viveiristas licenciados.   O ciclo de seleção, da prospecção até o registro e lançamento do novo Clone BRS, pode levar de sete a 10 anos.   Atualmente, são cerca de 135 clones de 59 variedades. Destes, em torno de 75 materiais estão em avaliação. Entre as contempladas, está uma nova variedade: a Chardonnay Rosé, ou seja, um Chardonnay de baga rosada, mutação que ocorreu na Serra Gaúcha, no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves.   Hoje, 14 clones estão em fase final de validação, resultantes de Seleção Sanitária, os quais já haviam sido prospectados e limpos antes do início do projeto, em um trabalho realizado pelo pesquisador Gilmar Kuhn, hoje aposentado, e que foi mantido pelo pesquisador Thor Fajardo da área de virologia.   Com lançamento previsto para este ano, dois clones já foram encaminhados para registro no Registro Nacional de Cultivares (RNC), sendo um clone da cultivar Cabernet Franc e outro de Tannat, duas uvas importantes para a região da Serra Gaúcha. A previsão é que, pelo menos, mais seis clones sejam lançados até 2030, incluindo cultivares importantes como a Cabernet Sauvignon.

  • Futuro do vinho no Brasil passa pela educação, afirma panorama de Tim Atkins

    Colaboradora do crítico britânico afirma que difusão da cultura e comunicação com o mercado serão cruciais para consolidar a atividade no país. Referência em formação profissional, ABS-RS oferece oportunidade para desenvolvimento de carreira e negócios Foto César Silvestro O curso de Sommelier Profissional é uma das várias atividades educacionais realizadas pela ABS-RS   “Acredito que este é o momento para o mundo olhar para o Brasil não apenas como um mercado atraente para a venda de vinhos, mas como um país produtor de vinhos com identidade própria, sistemas consolidados e uma história que merece ser contada”. Essa é a conclusão apresentada no recém-publicado panorama sobre o Brasil feita pela especialista Gabriela Zimmer, integrante da equipe do renomado crítico e Master of Wine britânico Tim Atkins.   A sommelier uruguaia, que possui uma consolidada vivência internacional, argumenta que o desenvolvimento de uma comunicação clara entre os segmentos produtivos e mercadológico, assim como o fortalecimento interno da cultura do vinho serão definidores do futuro da atividade no país. E vai além, afirmando que “a clareza com que essa mensagem for transmitida será fundamental para moldar a posição do Brasil no cenário mundial do vinho’.   Olhando os dados da busca por qualificação pelos cursos oferecidos pela unidade gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS), pode-se dizer que essa realidade está em construção. Tida como referência na formação para o setor, com alunos de todo o país, a instituição iniciou a primeiras turmas de 2026 da formação de Sommelier Profissional com quase cem alunos distribuídos em duas modalidades – presencial e online – com vagas esgotadas e lista de espera. E nos demais cursos temáticos e masterclasses realizadas desde janeiro, outros 140 se somam. No ano passado, cerca de 800 profissionais de todas as regiões do país cursaram as formações oferecidas.     Qualificação pessoal e geração de novos negócios Essa semana a ABS-RS abriu as matrículas para as novas turmas de seu carro-chefe de portifólio, o curso Sommelier Profissional, com aulas iniciando em junho e julho. No modo presencial, as aulas ocorrem um final de semana por mês – da tarde de sexta à domingo – com visitas técnicas à vinícolas e empreendimentos do setor e duração de sete meses. Já no modo online, as aulas são ministradas ao vivo uma vez por semana, permanecendo disponíveis para acesso posterior pelos alunos, com duração de nove meses. “Temos ex-alunos atuando em vinícolas, restaurantes, lojas, importadoras e no ramo de eventos contribuindo para qualificar o segmento como um todo. Há bem pouco tempo nem se compreendia direito o que o sommelier fazia. Hoje se olha com respeito para esse profissional e o empreendimento ganha no serviço prestado e em reputação junto ao consumidor.” pontua Caroline Dani, presidente da ABS-RS.   O curso de Sommelier Profissional segue um currículo de formação internacional , com módulos abrangendo princípios da viticultura, vinificação e serviço além de estudar as principais zonas produtoras do mundo. Em todas as aulas, sejam presenciais ou online, há degustação prática, com mais de 70 vinhos e outras bebidas sendo servidos aos alunos. “Trazemos rótulos de regiões de grande prestígio, assim como pérolas do mapa mundial. Alguns deles seriam difíceis para um estudante acessar individualmente”, observa o diretor de vinhos, Júlio César Kunz.   Vinicultores, executivos de empresas do segmento, e mesmo profissionais premiados em no Brasil e com certificações avançadas no Exterior passaram pelos bancos da ABS-RS. A entidade também se orgulha de ver novos negócios surgirem tendo à frente ex-alunos que buscaram a formação para empreenderem com embasamento tanto em relação ao produto quanto ao mercado. É o que acrescenta o diretor de Ensino, Mauricio Roloff: “Além do conhecimento em si, os cursos oferecem uma oportunidade ímpar de fazer networking . Acesso à vinicultores, enólogos e outros profissionais do setor, sem contar aos próprios professores. E isso enriquece a formação oferecida. A troca de ideias e de experiencia profissional são valiosas para quem já está no meio ou pensa em empreender no segmento”     O que está por vir no Vinho Brasileiro?   “A educação também será fundamental para o futuro do vinho brasileiro. Construir uma relação mais informada entre os consumidores e o vinho — por meio de degustações, cursos, turismo e uma comunicação mais clara — é essencial em um país onde a cultura do vinho ainda está em desenvolvimento.   Internacionalmente, o desafio será comunicar a diversidade do Brasil com clareza. Em vez de se encaixar em categorias preexistentes, o vinho brasileiro tem a oportunidade de ser compreendido por meio de seus próprios contextos, estilos e escolhas de produção. A clareza com que essa mensagem for transmitida será fundamental para moldar a posição do Brasil no cenário mundial do vinho.”   Gabriela Zimmer, autora do panorama sobre o Brasil publicada pelo crítico britânico Tim Atkins     Destaques apontados pela publicação   “Brasil em resumo: 10 coisas que você precisa saber” O Brasil é um país produtor de vinho diversificado e em expansão O Brasil é o único país produtor de vinho com três sistemas de produção claramente definidos: vinhos tradicionais, tropicais e de inverno O consumo de vinho no Brasil gira em torno de 1,9 litro per capita por ano Os brasileiros têm afinidade por vinhos mais doces Os vinhos espumantes são uma das categorias mais consolidadas no mercado brasileiro O Charmat longo pode ser um diferencial para os vinhos espumantes brasileiros Dentro da categoria de vinhos espumantes, os estilos doces e com baixo teor alcoólico à base de Moscatel têm se mostrado distintos e bem-sucedidos O Brasil está desenvolvendo rapidamente um sistema de Indicações Geográficas e Denominações de Origem O suco de uva desempenha um papel fundamental na viticultura brasileira O que está por vir no vinho brasileiro?     CURSO DE SOMMELIER PROFISSIONAL ABS-RS   Modalidade presencial Início das aulas: 10 de julho de 2026 Carga horária: 130 horas/aula Valores: Associados ABS-RS : Matrícula + 12 parcelas de R$ 1.090,00. Ou com 5% de desconto à vista, por R$ 13.461,60 Público em geral : Matrícula + 12 parcelas de R$1.150,00. Ou com 5% de desconto à vista, por R$ 14.202,50 Inscrições e mais informações:   aqui  ou pelo whatsapp (54) 99972.0130   Modalidade On-line Início das aulas: 24 de junho de 2026 Carga horária: 145 horas/aula Valores: Associados ABS-RS : Matrícula + 12 parcelas de R$ 969,00. Ou com 5% de desconto à vista, por R$ 11.967,00 Público em geral :  Matrícula + 12 parcelas de R$ 1.030,00. Ou com 5% de desconto à vista, por R$ 12.720,50 Inscrições e mais informações:   aqui ou pelo whatsapp (54) 99972.0130

  • Appassimento: aporte de complexidade e intensidade nos vinhos de Valpolicella

    Impacto na composição química e sensorial dos vinhos destaca a importância do processo histórico na viticultura da região italiana  Getty Images Técnica confere estrutura, longevidade, e desencadeia reações metabólicas nas uvas que contribuem para o desenvolvimento das notas balsâmicas e especiadas no vinho Por Vinícius Santiago Professor da ABS-RS   A técnica de appassimento é um dos métodos mais tradicionais e emblemáticos da vitivinicultura italiana, utilizada principalmente na produção dos renomados vinhos Amarone della Valpolicella e Recioto della Valpolicella. Essa técnica consiste na desidratação parcial das uvas após a colheita, um processo que concentra açúcares, ácidos e compostos fenólicos, resultando em vinhos de grande complexidade e intensidade sensorial. O appassimento tem raízes históricas profundas e continua a ser uma prática essencial para a identidade dos vinhos da região de Valpolicella.   O processo de appassimento ocorre de forma natural, em ambientes com ou sem controle de temperatura, umidade e ventilação. Tradicionalmente, as uvas são dispostas em esteiras ou caixas em locais bem ventilados, conhecidos como " fruttai",  onde perdem cerca de 30-40% do seu peso ao longo de um período de 100 a 120 dias. Durante esse tempo, a concentração dos compostos internos da uva se intensifica, favorecendo a produção de vinhos encorpados e ricos em compostos de aroma e sabor. Atualmente, muitas vinícolas utilizam técnicas modernas de controle de umidade e ventilação para garantir uma desidratação homogênea e evitar problemas como o desenvolvimento de fungos indesejáveis.   A escolha das variedades de uva é um fator determinante para o sucesso do appassimento. Em Valpolicella, as castas Corvina, Corvinone e Rondinella são as mais utilizadas devido à sua resistência ao processo de desidratação e à sua capacidade de desenvolver compostos aromáticos complexos. Estudos apontam que, além da simples perda de água, o appassimento desencadeia uma série de reações metabólicas nas uvas, incluindo a síntese de estilbenos e terpenos, que contribuem para notas balsâmicas e especiadas no vinho final. Divulgação Costa Arènte Fruttais: Uvas dispostas em esteiras em locais bem ventilados perdem até 40% do peso   Os efeitos do appassimento na composição do mosto são notáveis. Com a desidratação, os níveis de açúcar aumentam, resultando em vinhos com maior teor alcoólico. Além disso, há uma concentração de ácidos e polifenóis, que conferem estrutura e longevidade aos vinhos. No caso do Amarone, a fermentação é conduzida até o completo esgotamento dos açúcares, originando um vinho seco, potente e de grande complexidade. Já no Recioto, a fermentação é interrompida para preservar uma quantidade residual de açúcar, resultando em um vinho doce e elegante.   Além do impacto sensorial, a técnica de appassimento desempenha um papel crucial na identidade dos vinhos de Valpolicella. O método evoluiu ao longo dos séculos, passando de uma prática rudimentar em sótãos e celeiros para instalações sofisticadas que garantem um controle rigoroso das condições ambientais. Apesar dessas inovações, o princípio fundamental do appassimento permanece inalterado: realçar as qualidades naturais das uvas por meio da desidratação controlada.   Em suma, o appassimento é uma técnica que alia tradição e inovação, sendo essencial para a produção de vinhos icônicos como Amarone e Recioto. Seu impacto na composição química e sensorial dos vinhos destaca a importância do processo na viticultura da região de Valpolicella. Para sommeliers e apreciadores de vinho, compreender essa técnica é fundamental para apreciar plenamente a riqueza e a singularidade dos vinhos produzidos com uvas submetidas a esse meticuloso processo de secagem.

  • MW Tim Atkins publica panorama exclusivo sobre o Brasil

    Representante do Master of Wine e influente crítico britânico percorreu os principais terroirs do país e destacou a diversidade, identidades e alta qualidade dos vinhos brasileiros   Por Martha Caus Diretora de comunicação da ABS-RS Publicação amplia a visibilidade do Brasil como produtor de relevância junto a importadores, distribuidores e formadores de opinião do mercado global   Um dos mais badalados críticos de vinho da Europa, o Master of Wine inglês Tim Atkin lançou um extenso relatório elaborado pela sua equipe sobre a produção vinícola brasileira, avalizando os rótulos verde-amarelos como players definitivos no mapa enológico mundial.   Disponível para compra online no site do especialista ( https://timatkin.com/product/2026-brazil-special-report/ ), as 48 páginas do Brazil 2026 Special Report discorrem sobre o cenário de expansão da atividade e destaca a tecnologia, seriedade e qualidade dos produtos elaborados nos principais polos existentes no país. Dos mais de 200 rótulos degustados, o panorama pontua e traz avaliações sobre 168 rótulos de 47 vinícolas, localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia.   O painel abarca nove diferentes terroirs, separados por viticultura tradicional, de inverno e tropical. A especialista Gabriela Zimmer, uruguaia especialista em América do Sul que integra a equipe de Atkin e assina o relatório, faz questão de destacar a diversidade dos terroirs brasileiros e valorizar as diferentes personalidades que cada um deles aporta nos produtos.   A avaliação com tou com suporte do Projeto Imagem – Edição Tim Atkin, promovido pelo Wines of Brazil , projeto setorial do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).   O relatório aponta vinhos brasileiros com pontuações de até 95 pontos, patamar de excelência internacional, e reforça a consistência qualitativa alcançada pelo setor nos últimos anos. Entre os destaques estruturais do documento está o reconhecimento da identidade própria do Brasil na produção de espumantes, especialmente elaborados pelos métodos tradicional e Charmat, além da consolidação de sistemas organizados de Indicações Geográficas e Denominações de Origem.   Um dos resultados esperados pelo setor é o de que a publicação amplie a visibilidade do Brasil junto a importadores, distribuidores e formadores de opinião do mercado global. “Ter o Tim Atkin e sua equipe nessa iniciativa foi um marco histórico, pela relevância e influência que ele exerce no cenário global do vinho”, afirma o gerente do Wines of Brazil, Rafael Romagna. Publicação apresenta alguns dos enólogos das vinícolas que tiveram vinhos pontuados e avaliados pela representante do crítico britânico Raio-X do painel de avaliação realizado pelo Brazil 2026 Special Report Mais de 200 vinhos degustados Pontuação e avaliação de 168 rótulos 47 vinícolas listadas 6 estados produtores: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Pernambuco 10 diferentes terroirs representados 3 diferentes perfis de vitivinicultura envolvidos: tradicional, de inverno e tropical Terroirs de destaque Serra Gaúcha (RS): 117 rótulos Serra do Sudeste (RS): 11 rótulos Campos de Cima da Serra (RS): 3 rótulos Campanha (RS): 20 rótulos Serra Catarinense (SC): 2 rótulos Sul de Minas (MG): 6 rótulos São Roque e Serra do Cervo (SP): 5 rótulos Agreste Pernambucano (PE): 3 rótulos Vale do São Francisco (BA e PE): 3 rótulos   Pontuação e avaliação de vinhos Vinhos tintos: 75 rótulos, com notas entre 95 e 90 Serra Gaúcha (RS): 37 exemplares Campanha Gaúcha (RS): 10 exemplares Serra do Sudeste (RS): 5 exemplares Campos de Cima da Serra (RS): 3 exemplares Serra Catarinense (SC): 2 exemplares Sul de Minas (MG): 6 exemplares São Roque e Serra do Cervo (SP): 3 exemplares Agreste Pernambucano (PE): 3 exemplares Vale do São Francisco (BA/PE): 2 exemplares Blend de terroirs (RS): 4 exemplares Vinhos brancos: 25 rótulos, com notas entre 94 e 90 Serra Gaúcha (RS): 18 exemplares Serra do Sudeste (RS): 2 exemplares Campos de Cima da Serra (RS): 1 exemplar São Roque (SP): 2 exemplares Blend de terroirs (RS): 2 exemplares   Vinhos rosés:  2 rótulos, com 90 pontos Campanha Gaúcha (RS): 2 exemplares   Espumantes:  66 rótulos, com notas entre 94 e 90 Serra Gaúcha (RS): 49 exemplares Campanha Gaúcha (RS): 6 exemplares Serra do Sudeste (RS): 2 exemplares Vale do São Francisco (BA/PE): 1 exemplar Blend de terroirs (RS): 8 exemplares

  • Torres e Lajeado recebem Caminhos do Vinho Gaúcho em 2026

    Primeira etapa do projeto da ABS-RS que leva conhecimento e especialização para o interior do Rio Grande do Sul atraiu mais de 200 participantes Fotos divulgação Caroline Dani, presidente e professora da ABS-RS conduzirá as Masterclasses da edição 2026 O projeto  Caminhos do Vinho Gaúcho , promovido pela Associação Brasileira de Sommeliers no Rio Grande do Sul (ABS-RS) , encerrou sua primeira edição com um resultado expressivo e acima das expectativas:  mais de 200 pessoas inscritas  participaram das masterclasses realizadas no interior do Estado. O sucesso da iniciativa reforça o interesse do público em aprofundar conhecimentos sobre o vinho gaúcho e confirma a força da bebida como patrimônio cultural, símbolo oficial do Rio Grande do Sul e importante motor econômico. Diante da receptividade do público e do impacto positivo da primeira edição, a  segunda edição do Caminhos do Vinho Gaúcho já está confirmada e com novas datas e locais agendados para 2026 . As próximas cidades a receber o projeto serão  Torres e Lajeado . Em Torres, o encontro acontece no dia  26 de fevereiro , às 19h, no  Guarita Gastronomia . Já em Lajeado, a programação será realizada no dia  5 de março , também às 19h, no  Morro Santo Café e Parrilla . As inscrições já podem ser feitas no site da ABS-RS e tem vagas limitadas. A presidente da ABS-RS, a biomédica e sommelier Caroline Dani, estará na condução das masterclasses. Criado com o propósito de ampliar o olhar sobre a vitivinicultura gaúcha, o projeto percorreu Erechim, Passo Fundo, Santa Maria e Pelotas entre os meses de julho e setembro. Professores da ABS-RS conduziram encontros presenciais voltados à valorização dos rótulos produzidos em diferentes regiões do Estado, destacando as oportunidades culturais e econômicas que o setor oferece. “A proposta é fortalecer a identidade do povo gaúcho por meio do conhecimento sobre os produtos feitos aqui, além de mostrar que o vinho é uma grande oportunidade de geração de emprego e renda”, destaca Caroline. Segundo ela, o mercado do vinho abre portas não apenas no campo e nas vinícolas, mas também nas áreas de hospitalidade, turismo, bares, restaurantes e educação especializada. A ação conta com os rótulos das vinícolas Amitié Espumantes e Vinhos, Garbo Enologia Criativa, Foppa & Ambrosi, Miolo Wine Group, Vinícola Nova Aliança, Casa Perini e Cooperativa Vinícola Garibaldi. Com o apoio do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Suco de Uva Brasileiro, Vinho Brasileiro, Sicredi e Boccati, o projeto segue ampliando seu alcance e consolidando-se como uma importante iniciativa de qualificação, valorização cultural e estímulo ao desenvolvimento econômico por meio do vinho gaúcho. Prepare-se para mais uma temporada de experiências únicas, encontros especiais e, claro, muitos brindes ao vinho gaúcho! FAÇA SUA INSCRIÇÃO! Caminhos do Vinho Gaúcho 2026 Etapa Torres Quando:  26 de fevereiro, às 19 horas Onde:  Guarita Gastronomia (Calçadão da Cal, 342, Bairro Parque da Guarita) Valores:  ​​Sócio ABS-RS: R$ 50,00 / Não-sócios ABS-RS: R$ 100,00   Etapa Lajeado Quando:  05 de março, às 19 horas Onde:  Morro Santo Café & Parilla (R. Pedro Teobaldo Breitenbach, 2180, Conventos)   Valores:  ​​Sócio ABS-RS: R$ 50,00 / Não-sócios ABS-RS: R$ 100,00 ​​​​Inscrições: no site da ABS-RS, para Torres aqui , e para Lajeado, aqui . ​ Vinícolas participantes: Amitié Espumantes e Vinhos, Garbo Enologia Criativa, Foppa & Ambrosi, Miolo Wine Group, Vinícola Nova Aliança, Casa Perini e Cooperativa Vinícola Garibaldi. Apoio:  Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Suco de Uva Brasileiro, Vinho Brasileiro, Sicredi e Boccati.

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