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As principais variedades de uva no mundo sob a perspectiva da Ampelografia

24 de fev.
2 min de leitura

Variedades conquistaram espaço pela adaptabilidade à diferentes terroirs, levando à trajetórias de sucesso ligadas a tradição e qualidade


Pablo Ponce Tiviroli


Por Caroline Dani

Biomédica, presidente e professora da ABS-RS

 

Em um curso de Ampelografia, realizado pela OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho) e ministrado pelo reconhecido pesquisador Laurent Audeguin, foi apresentado um painel sobre variedades internacionais. E, aqui, trago para vocês alguns insights importantes.


A viticultura mundial é marcada por uma grande diversidade de castas, mas algumas variedades se tornaram verdadeiros símbolos internacionais. Relatórios da OIV mostram que poucas uvas concentram a maior parte da produção global, revelando histórias de sucesso ligadas a tradição, adaptabilidade e qualidade.

 

As variedades mais plantadas

Entre as mais cultivadas do mundo estão Cabernet-Sauvignon, Merlot, Syrah, Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Essas uvas conquistaram espaço por sua capacidade de adaptação a diferentes terroirs, pela qualidade estável e pela tipicidade de seus vinhos, facilmente reconhecíveis até mesmo por iniciantes.

 

Abaixo é possível ver dados interessantes sobre a produção de uvas no mundo.

 


 

Outros destaques regionais

Apesar do predomínio dessas castas globais, cada país também guarda tesouros locais:

  • Tempranillo, na Espanha

  • Sangiovese, na Itália

  • Malbec (Cot), na Argentina

  • Carmenère, no Chile

 

Essas variedades refletem identidades nacionais e, em muitos casos, projetam a imagem de seus países no cenário internacional. Dentre essas variedades chamamos a atenção para a Cot ou Malbec, onde, de acordo com os números abaixo, é possível observar que essa variedade é plantada muito mais na Argentina do que na França, país de sua origem.


 

Características agronômicas e sensoriais

O estudo destaca também dados sobre:

  • Fenologia (ciclos de brotação e maturação)

  • Comportamento agronômico (vigor, produtividade, resistência a doenças)

  • Potencial enológico (estrutura tânica, aromas, aptidão para espumantes, rosés ou tintos de guarda)


Assim, entendemos não só onde as variedades são cultivadas, mas também como se comportam no campo e na taça.

 

Tendências e novos cruzamentos

Além das clássicas, há espaço para variedades recentes, como o Marselan (cruzamento entre Cabernet-Sauvignon e Grenache), que vem ganhando destaque na França e na China, combinando rusticidade agronômica e qualidade enológica.


Em resumo, conhecer as principais castas internacionais é compreender a interseção entre tradição, ciência e mercado. Elas moldam a forma como o vinho é produzido, consumido e apreciado em escala global — e, ao mesmo tempo, dialogam com as particularidades de cada país vitivinícola.

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